Prazo para resgate de 1,33 bilhão de reais em plataformas de apostas termina nesta segunda-feira
Cerca de R$ 1,33 bilhão de 26,5 milhões de pessoas estão retidos em bets, com prazo de resgate voluntário até as 23h59 desta segunda-feira (5). Valores não sacados serão devolvidos via bancos entre 9 e 14 de outubro ou transferidos para a Caixa Econômica Federal. A medida provisória também proibiu a publicidade do setor
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Cerca de R$ 1,33 bilhão permanecem retidos em plataformas de apostas de quotas fixas, as bets, distribuídos entre 26,5 milhões de pessoas, conforme dados do Ministério da Fazenda atualizados até esta segunda-feira (5). O prazo para que os usuários realizem o resgate voluntário desses valores encerra-se hoje, às 23h59.
A concentração dos recursos é desigual entre os apostadores. Apenas 1% das contas detém 80% do saldo total, enquanto 3,4% concentram 90% e 8,3% representam 96% dos montantes disponíveis. Em contrapartida, a grande maioria dos saldos é reduzida: 92% das contas possuem menos de R$ 10 e mais de 96% apresentam valores inferiores a R$ 25.
Cronograma de restituição e prazos
A data limite para a retirada direta nas plataformas foi estabelecida por medida provisória que proibiu a operação de bets, jogos online e cassinos virtuais, como o Jogo do Tigrinho, em território nacional. Para quem não efetuar o saque até o fim do dia 5 de outubro, a devolução ocorrerá por meio dos bancos operadores dos pagamentos.
O fluxo de encerramento e devolução segue o seguinte calendário:
- 6 de outubro: Interrupção total das operações de sites e aplicativos de apostas.
- 7 e 8 de outubro: Período para as empresas reportarem aos bancos os saldos remanescentes por CPF.
- 9 a 14 de outubro: Prazo para que as instituições bancárias processem a devolução dos valores.
- A partir de 14 de outubro: Recursos que não puderem ser restituídos via banco serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que assumirá a responsabilidade pela devolução.
Restrições publicitárias e sanções
A medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de setembro também impôs a remoção imediata de toda a publicidade, propaganda e marketing do setor, tanto em meios digitais quanto físicos, com prazo final às 23h59 desta segunda-feira (5). A determinação abrange inclusive a retirada de marcas vinculadas a contratos de patrocínio, sendo que novas campanhas já estão vetadas desde a publicação do texto.
Paralelamente à proibição, o governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei que estabelece punições para a exploração, operação ou divulgação de apostas esportivas e jogos online.