Preços de memória HBM devem seguir em alta até 2027 devido à expansão da inteligência artificial
A TrendForce projeta alta nos preços da memória HBM até 2027 devido à expansão da infraestrutura de inteligência artificial e lançamentos de GPUs. Fabricantes podem redirecionar a produção para módulos DRAM caso a lucratividade da HBM permaneça inferior. A demanda será impulsionada por chips personalizados em 2026 e pela plataforma NVIDIA Rubin Ultra em 2027

A tendência de alta nos preços da memória HBM deve persistir até 2027, impulsionada pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial. A projeção da TrendForce indica que os fornecedores intensificarão a elevação dos valores para ampliar seu poder de negociação, aproveitando a demanda sustentada por novos lançamentos de GPUs de IA, especialmente da NVIDIA.
A dinâmica de preços atual é influenciada pela estrutura de contratos anuais, que impediu os fabricantes de ajustar as tarifas em sincronia com a rápida valorização do mercado. Atualmente, as negociações já se concentram na memória HBM4, visando a formalização de contratos para 2027.
A análise da receita por wafer — que considera taxas de rendimento, tamanho do die e preços por Gb — revelou que a lucratividade da HBM caiu abaixo da de certos módulos de DRAM. No primeiro trimestre deste ano, a receita da HBM foi superada pelos módulos RDIMM DDR5 de 64 GB, tornando estes últimos mais rentáveis.
Esse cenário oferece aos fabricantes um incentivo estratégico: caso os compradores não aceitem os preços elevados da HBM, as empresas podem redirecionar a capacidade limitada de produção para o DRAM, onde a lucratividade é maior. Esse deslocamento de produção tende a gerar escassez de HBM, o que, somado à alta demanda, pressiona os preços ainda mais para cima.
A sustentação do mercado seguirá cronogramas distintos. Em 2026, a procura por HBM será movida por chips de IA personalizados. Já em 2027, o principal vetor de demanda será a plataforma NVIDIA Rubin Ultra.