Economia

Produção brasileira de grãos deve crescer 1,4% na safra 2026/2027 segundo a Conab

16 de Outubro de 2026 às 07:12 2 min de leitura

A produção de grãos no Brasil deve chegar a 367 milhões de toneladas na safra 2026/2027, alta de 1,4% segundo a Conab. O volume é impulsionado pelo crescimento de 2,3% na área cultivada, com destaque para a alta no milho e a queda no trigo. As exportações de soja devem subir 1,5%, enquanto as de arroz devem recuar 17,4%

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Produção brasileira de grãos deve crescer 1,4% na safra 2026/2027 segundo a Conab
© CNA/WENDERSON ARAUJO/TRILUX

A produção brasileira de grãos para a safra 2026/2027 deve atingir 367 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 1,4% comparada ao ciclo anterior. O resultado é impulsionado pela expansão da área cultivada, que deve chegar a 85,4 milhões de hectares, um crescimento de 2,3%. Os dados constam no 1º Levantamento de Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Desempenho por cultura

O milho apresenta uma projeção de crescimento de 2,4% no volume total, podendo alcançar 148 milhões de toneladas. Esse movimento é reflexo da ampliação da área plantada, com alta prevista de 4,9% em relação ao ciclo 2025/2026.

Já a produção de feijão deve manter estabilidade, com estimativa de 2,9 milhões de toneladas. O planejamento para a primeira safra prevê 808,2 mil hectares (alta de 1,9%), enquanto a segunda safra deve registrar 963,1 mil toneladas, volume 1,1% menor que o anterior.

No caso do trigo, a expectativa é de retração significativa. A produção deve ser de 5,7 milhões de toneladas, queda de aproximadamente 27,2% frente à safra passada, motivada pela redução tanto da produtividade quanto da área de plantio.

Impactos climáticos e arroz

A produção de arroz deve recuar 2,9%, mesmo com a expansão do plantio em sequeiro (7,1%) e estabilidade na área alagada (alta de 0,4%). A queda na produtividade é atribuída aos efeitos do El Niño, que deve provocar chuvas acima da média histórica, temporais e inundações no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, principais polos produtores do cereal.

O fenômeno meteorológico, com severidade prevista para o segundo semestre de 2026 e início de 2027, também deve causar:

  • Seca severa e estiagem nas regiões Norte e Nordeste;
  • Calor extremo no Centro-Oeste e Sudeste.

Fluxo de exportações e mercado interno

O volume de exportações de soja em grãos tem projeção de 117,97 milhões de toneladas, alta de 1,5% sobre a safra anterior. Para o milho, a previsão de vendas externas é de 43,9 milhões de toneladas, embora o destaque seja a expansão de 6,6% no consumo do mercado interno, impulsionada pela fabricação de etanol.

Inversamente, as exportações de arroz devem cair 17,4%. A menor oferta de grãos priorizará o abastecimento do mercado interno, que deve permanecer estável.

Com informações de Agência Brasil

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