Economia

Produção de chips Vera Rubin da NVIDIA deve elevar preços de memórias de alta largura

08 de Junho de 2026 às 09:08

A produção dos chips Vera Rubin da NVIDIA deve elevar os preços da memória HBM4 para US$ 53 por gigabyte em 2027. Segundo a Bernstein, esse aumento pode elevar o custo de memória do rack NVL72 para US$ 3,2 milhões. O valor final de cada rack poderia chegar a US$ 9,1 milhões

Produção de chips Vera Rubin da NVIDIA deve elevar preços de memórias de alta largura
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A produção em larga escala dos chips de inteligência artificial Vera Rubin, da NVIDIA, deve impulsionar a alta nos preços de memória, conforme projeções da instituição de investimento Bernstein. A estimativa é que a memória de alta largura de banda de quarta geração (HBM4), com lançamento previsto para 2027, atinja o valor de US$ 53 por gigabyte. A NVIDIA pretende repassar esse custo adicional aos seus clientes.

Essa tendência de valorização ocorre em paralelo à expansão da IA, cenário em que os chips e as tecnologias de empacotamento de GPUs se tornaram gargalos produtivos. O impacto financeiro reflete-se no custo do rack de GPUs NVIDIA Rubin NVL72. Enquanto a Morgan Stanley estimou o valor de um único rack em US$ 7,8 milhões — com US$ 2 milhões destinados à memória, baseando-se em preços históricos —, a Bernstein aponta que esse cálculo utiliza dados desatualizados.

Para a Bernstein, a conta da Morgan Stanley consideraria a memória HBM4 a US$ 16,6 por gigabyte, valor que não condiz com as taxas atuais de mercado. Com a atualização dos preços da HBM4 para US$ 53 por gigabyte, o custo de armazenamento e memória do rack NVL72 subiria para US$ 3,2 milhões. Consequentemente, o preço final de cada rack poderia chegar a US$ 9,1 milhões.

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