Economia

Projeções do mercado para a taxa Selic em 2026 recuam para 13,75% no Boletim Focus

03 de Agosto de 2026 às 15:02

O Boletim Focus do Banco Central indica que a projeção da taxa Selic para o fim de 2026 caiu para 13,75%. A estimativa para a inflação oficial no mesmo período recuou para 5,03%, enquanto as previsões para o PIB e o dólar permaneceram estáveis

Projeções do mercado para a taxa Selic em 2026 recuam para 13,75% no Boletim Focus
© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

As projeções do mercado financeiro para a taxa Selic recuaram para 13,75% ao final de 2026, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (3). Este é o primeiro declínio na expectativa para os juros básicos desde março, quando a mediana havia caído de 12,13% para 12%. Na semana anterior, a previsão era de que o índice encerrasse o período em 14%.

Atualmente, a taxa está fixada em 14,25%, definição do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrida em 17 de junho. O cenário atual indica a possibilidade de ao menos um corte nos juros até o término de 2026. A próxima agenda do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto. Para os anos seguintes, as estimativas permanecem inalteradas: 12% para 2027 e 10,5% para 2028.

Inflação e Indicadores Econômicos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também apresentou queda nas expectativas pela quinta semana seguida. A previsão para a inflação oficial em 2026 é de 5,03%, reduzindo a estimativa de 5,12% da semana anterior e de 5,30% registrada há quatro semanas. Já as projeções para os anos posteriores seguem estáveis, com 4,22% em 2027 e 3,80% em 2028.

Quanto aos demais indicadores, as previsões para o PIB e o dólar não sofreram alterações há cinco semanas, mantendo-se em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente.

Mecanismos de Controle Monetário

O Banco Central utiliza a Selic como ferramenta central para atingir a meta de inflação. A elevação dos juros visa conter a demanda e controlar preços, tornando o crédito mais caro e incentivando a poupança, embora possa limitar a expansão econômica. Inversamente, a redução da taxa tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, o que diminui o controle inflacionário e impulsiona a atividade econômica.

No setor bancário, a definição dos juros repassados aos consumidores considera, além da Selic, variáveis como despesas administrativas, margem de lucro e risco de inadimplência.

Notícias Relacionadas