Queda na natalidade eleva a renda por pessoa em países com populações mais velhas
A queda nas taxas de natalidade altera a demografia global, mas o aumento do PIB por adulto compensa a redução da força de trabalho. Para adaptar a economia, propõe-se investir em saúde, aprendizado contínuo e *conexão social
A redução das taxas de natalidade, que já atingiram ou ficaram abaixo do nível de reposição em quase todas as nações industrializadas e em boa parte do Leste e Sudeste Asiático, tem provocado a mudança na estrutura demográfica global. Esse movimento, também observado em diversos países em desenvolvimento, gera a expectativa entre formuladores de políticas públicas e acadêmicos de que o envelhecimento da mão de obra e a diminuição populacional resultem em desaceleração da produtividade e do crescimento econômico.
Impacto no PIB e Renda
Contrariando a tese de ruína econômica, a diminuição da força de trabalho tem sido acompanhada por um aumento do PIB por adulto em idade ativa. Nos Estados Unidos, esse cenário inclusive resultou em elevação salarial, sem que houvesse prejuízos aos rendimentos ou ao PIB agregado.
A tendência observada em regiões com populações mais velhas é a de uma maior expansão da renda por pessoa. Esse ganho no PIB individual tem sido suficiente para anular o efeito negativo causado pelo declínio relativo do número de trabalhadores.
Medidas de Mitigação
Para adaptar a economia e a sociedade a essa nova era de longevidade, a implementação de reformas institucionais e políticas públicas planejadas torna-se necessária. O foco para mitigar eventuais consequências deve concentrar-se em três pilares:
- Prevenção na saúde;
- Investimento em aprendizado contínuo para evitar o descarte precoce de profissionais no mercado;
- Criação de espaços que promovam a conexão social e a intergeracionalidade.