Economia

Serviços não financeiros contribuíram com 2,1 trilhões de reais para o PIB brasileiro em 2024

28 de Agosto de 2026 às 10:30 3 min de leitura

O setor de serviços não financeiros aportou R$ 2,1 trilhões ao PIB brasileiro em 2024, com 1,9 milhão de empresas e 15,9 milhões de empregados. A área de alimentação foi a maior empregadora, enquanto o transporte dutoviário registrou a maior média salarial

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Serviços não financeiros contribuíram com 2,1 trilhões de reais para o PIB brasileiro em 2024
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O setor de serviços não financeiros contribuiu com R$ 2,1 trilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024, período em que a economia nacional somava R$ 11,7 trilhões. O segmento, que engloba desde tecnologia da informação e educação até transportes e vigilância, registrou uma receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões e movimentou R$ 644,2 bilhões em remunerações, incluindo salários, comissões e férias, distribuídos entre 1,9 milhão de empresas ativas.

No mercado de trabalho, a área empregou 15,9 milhões de pessoas, com uma remuneração média mensal de 2,2 salários mínimos. Considerando o valor do piso nacional de R$ 1.412 na época, a média salarial do setor reflete a diversidade de qualificações exigidas.

Distribuição de vagas e porte das empresas

O segmento de atividades de alimentação, que inclui bares, bufês e restaurantes, consolidou-se como o maior empregador, absorvendo 1,9 milhão de trabalhadores, o que representa 11,7% da mão de obra total do setor. Logo atrás, os serviços técnico-profissionais — como escritórios jurídicos, contábeis e consultorias de informática — empregaram 1,8 milhão de pessoas (11,2%).

A estrutura organizacional do setor é predominantemente composta por pequenos negócios, com uma média de oito funcionários por empresa. Contudo, há exceções notáveis em termos de porte, especialmente nos transportes ferroviário e metroviário (890 trabalhadores), dutoviário (467) e aéreo (234).

Abaixo, a distribuição de postos de trabalho por atividade:

  • Atividades de alimentação: 11,7%
  • Serviços técnico-profissionais: 11,2%
  • Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%
  • Transporte rodoviário de cargas: 8,1%
  • Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%
  • Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%
  • Tecnologia da informação: 5,6%
  • Vigilância, segurança e investigação: 4,4%
  • Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%
  • Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%

Disparidades salariais e qualificação

A remuneração varia drasticamente conforme a especialização. O transporte dutoviário apresentou a maior média salarial, com 21,1 salários mínimos, valor impulsionado pelo alto risco da atividade e pela exigência de qualificação técnica rigorosa. Esse setor empregou 6,5 mil pessoas em 2024.

Em contrapartida, a área de alimentação, apesar de liderar em volume de contratações, pagou a média de 1,4 salário mínimo. Já os serviços técnico-profissionais registraram média de 2,56 salários mínimos.

As dez atividades com as maiores remunerações (em salários mínimos) foram:

AtividadeMédia Salarial (Mínimos)
Transporte dutoviário21,1
Transporte aquaviário6,9
Transporte aéreo6,6
Transporte ferroviário e metroferroviário5,5
Tecnologia da informação5,2
Auxiliares de serviços financeiros, seguros e previdência4,6
Produção cinematográfica, de vídeos e TV3,8
Edição e impressão3,2
Correio e entregas3,2
Telecomunicações3,1

Devido a alterações na metodologia de coleta de dados do IBGE, a série histórica da Pesquisa Anual de Serviços foi interrompida, impossibilitando a comparação dos números atuais com edições anteriores.

Com informações de Agência Brasil

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