Economia

Taxa de Informalidade no Brasil Chega ao Menor Patamar em Quatro Anos: 37,5%

05 de Março de 2026 às 18:19

Taxa de informalidade no Brasil atinge patamar histórico. A taxa caiu para 37,5% nos empregos brasileiros entre novembro a janeiro, o menor nível em quatro anos. Cerca de 38,5 milhões trabalhadores sem carteira assinada estão registrados dentro desse índice

Taxa de Informalidade no Brasil Chega ao Menor Patamar em Quatro Anos

A taxa de informalidade nos empregos brasileiros alcançou um patamar histórico, registrando apenas 37,5% no trimestre que compreende novembro a janeiro. Este índice é o mais baixo desde julho de 2020 e representa cerca de 38,5 milhões de trabalhadores sem carteira assinada.

A coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínuo), Adriana Beringuy, destaca que a tendência favorável à redução da informalidade se mantém desde 2022 e ganhou velocidade em 2023. A principal explicação para este declínio é o emprego sem carteira no setor privado diminuindo ao mesmo tempo em que aumenta a cobertura de registro do CNPJ dos trabalhadores por conta própria.

Embora haja uma queda significativa na informalidade nos últimos anos, Beringuy ressalta que este momento atual representa um patamar mais estável e seguro para os empregos no Brasil. "Se eu tirar a observação da pandemia de 2020", disse ela durante entrevista, "sim [esse] é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada."

A população ocupada do mercado brasileiro ainda apresenta estabilidade em geral, com seu contingente informal também estável. No entanto, este último tem reduzido um pouco mais rapidamente.

Um dos principais fatores que contribuem para a manutenção de rendimentos elevados é a composição atual da força de trabalho brasileira. A expansão do emprego em carteira assinada e o aumento no número de trabalhadores por conta própria estão diretamente relacionados à estabilidade dos salários, com os rendimentos reais habituais atingindo R$ 3.652.

A pesquisa também destaca que a taxa real habitual de todos os trabalhos aumentou em 2,8% nos últimos três meses e alcançou seu valor mais alto da série até o momento, com um aumento anual de 5,4%.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada permaneceu estável no trimestre atual mas avançou em relação ao ano anterior. O total de trabalhadores sem carteira também manteve a estabilidade nos últimos três meses e apresentou um aumento anual.

A coordenadora do Pnad-Contínuo destaca que os indicadores são consistentes, mostrando uma estabilidade geral na força de trabalho brasileira, com as formas principais de inserção no mercado de trabalho operando em patamares estáveis. A população ocupada é maior agora do que um ano atrás e todas essas formas se apresentam crescentes significativamente.

Os dados também mostram mudanças nos grupamentos de atividade, com o segmento da Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas aumentando em 2.8% no trimestre anterior e 4.4% na comparação anual.

Já a indústria geral apresentou um recuo de 2.3%. O grupamento Administração pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais subiu em 6.2%.

A Pnad-Contínua é uma pesquisa realizada pelo IBGE que abrange cerca de 211 mil domicílios espalhados por mais de 3.500 municípios visitados a cada trimestre, com o objetivo de coletar informações sobre a força de trabalho do Brasil.

A partir da pandemia em março de 2020 até julho de 2021, as entrevistas foram realizadas via telefone e posteriormente retornaram à forma presencial.

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