Economia

Tecnologia converte águas residuais de petróleo em lítio para baterias de carros nos Estados Unidos

06 de Novembro de 2026 às 06:13 2 min de leitura

A empresa Element3 extrairá lítio de águas residuais de petróleo no Permian Basin para baterias de carros elétricos. O volume disponível pode suprir mais de 50% do déficit de abastecimento previsto para 2030. O fornecimento do mineral deve iniciar este ano, com remessas comerciais até o fim de 2025

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Tecnologia converte águas residuais de petróleo em lítio para baterias de carros nos Estados Unidos
Element3

A extração de lítio nos Estados Unidos ganhou uma nova via de produção com a tecnologia da Element3, que converte águas residuais da perfuração de petróleo em matéria-prima para baterias de carros elétricos. A operação concentra-se na bacia do Permian Basin, onde a água proveniente da extração de hidrocarbonetos apresenta altas concentrações de carbonato de lítio.

Potencial de produção e impacto no mercado

A indústria petrolífera norte-americana gera anualmente mais de 3,8 bilhões de litros de águas residuais. Esse volume comporta aproximadamente 250 mil toneladas de lítio, quantidade capaz de suprir mais de 50% do déficit de abastecimento previsto para 2030.

A viabilidade do projeto se baseia em vantagens operacionais e ambientais em relação à mineração tradicional:

  • Infraestrutura: Utiliza instalações já existentes, reduzindo custos e emissões de transporte.
  • Sustentabilidade: Dispensa a abertura de novas minas, a evaporação em salares e o uso de água doce.
  • Logística: Acelera os prazos de obtenção do mineral para a indústria de transição energética.

Cronograma e investimentos

Apoiada por uma rodada de investimento Série A, a Element3 implementará seus módulos de extração na infraestrutura hídrica da Double Eagle Energy Holding. Hood Whitson, fundador e diretor executivo da companhia, confirmou que as plantas iniciarão o fornecimento de produto ainda este ano.

A expectativa é que as primeiras remessas comerciais sejam concluídas antes do final de 2025. O movimento posiciona a iniciativa como a primeira do gênero a atingir o mercado americano, visando a independência energética dos Estados Unidos e a redução da dependência de importações do mineral.

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