Economia

Tesouro Nacional captura US$ 4,5 bilhões em emissão de títulos soberanos internacionais

10 de Fevereiro de 2026 às 09:06

O Tesouro Nacional realizou na semana passada emissão de títulos soberanos internacionais por US$ 4,5 bilhões. A operação contou com juros maiores e spreads significativamente aumentados em comparação à última emissão semelhante. Investidores demonstraram confiança no Brasil ao demandar R$ 12 bilhões de títulos brasileiros

O Tesouro Nacional realizou na semana passada uma emissão de títulos soberanos no mercado internacional que movimentou US$ 4,5 bilhões. A operação foi realizada nos Estados Unidos e contou com a emissão de um novo título de dez anos - o Global 2036 - e a reabertura do título Global 2056, com prazo de trinta anos.

Os juros oferecidos foram maiores que na última emissão semelhante, realizada em novembro. Além disso, os spreads também aumentaram significativamente. O spread é uma medida de risco dos papéis brasileiros no exterior e funciona como um índice de confiança do mercado internacional sobre a credibilidade do país.

No entanto, o resultado da operação foi considerado positivo pelo Tesouro Nacional. A demanda por esses títulos foi 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com investidores interessados em US$ 12 bilhões devido aos papéis brasileiros. Isso indica que os investidores têm confiança na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira.

A operação contou com a participação dos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. O Tesouro Nacional destacou que o resultado é um reflexo da percepção favorável do mercado internacional sobre a credibilidade do país. Os US$ 4,5 bilhões captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

O Global 2056 foi reaberto com juros de 7,3% ao ano e spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os papéis de trinta anos do Tesouro estadunidense. Esse é o mais baixo para um título brasileiro desse tipo no mercado internacional desde julho de 2014.

A reabertura dos títulos foi considerada positiva pelo governo, pois reflete a confiança da comunidade financeira em relação ao Brasil e sua capacidade de honrar suas dívidas. Além disso, o aumento nos juros oferecidos é um reflexo do risco associado à emissão dos títulos.

Os resultados obtidos pela operação são considerados positivos para a economia brasileira. A confiança da comunidade financeira em relação ao país e sua capacidade de honrar suas dívidas reflete-se na demanda por esses títulos, que foi 2,7 vezes superior ao volume ofertado.

A incorporação dos US$ 4,5 bilhões captados às reservas internacionais do Brasil aumentará a liquidez da economia e ajudará a reduzir o déficit comercial. Além disso, isso também reflete que os investidores têm confiança na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira.

A operação foi coordenada pelos bancos mencionados acima. O Tesouro Nacional destacou que o resultado é um reflexo da percepção favorável do mercado internacional sobre a credibilidade do país, indicando uma tendência positiva para os investimentos no Brasil.

Com informações de Agência Brasil

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