Economia

Vendas no comércio brasileiro crescem 0,5% entre maio e junho

13 de Agosto de 2026 às 12:30

As vendas no comércio brasileiro cresceram 0,5% entre maio e junho, com alta de 1,9% no primeiro semestre. O resultado mensal foi impulsionado pela queda da inflação e pelo aumento de 1,1% no emprego. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta variação positiva de 1,6%

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Vendas no comércio brasileiro crescem 0,5% entre maio e junho
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

As vendas no comércio brasileiro registraram alta de 0,5% entre maio e junho, resultando em uma expansão de 1,9% no fechamento do primeiro semestre, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta variação positiva de 1,6%, enquanto a comparação direta entre junho de 2026 e junho de 2025 aponta crescimento de 2,9%.

Apesar do avanço mensal, o segundo trimestre apresentou recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026. Atualmente, o volume de vendas está 0,8% abaixo do pico histórico da série iniciada em janeiro de 2000, marca atingida em março de 2026.

Desempenho mensal e fatores econômicos

O comportamento do setor em 2026 foi marcado por estabilidade ascendente, com apenas um mês de retração. O histórico mensal registra:

  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,8%
  • Março: 0,8%
  • Abril: -1,5%
  • Maio: 0,3%
  • Junho: 0,5%

O resultado de junho foi impulsionado por dois fatores principais: a desaceleração da inflação, que caiu de 0,58% em maio para 0,16% em junho, e o aumento de 1,1% no número de pessoas empregadas no período.

Variação por segmentos de atividade

Dos oito grupos monitorados pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento na passagem de maio para junho:

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%

No sentido oposto, as quedas foram lideradas por livros, jornais, revista e papelaria (-9,9%), seguidos por tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,3%).

Comércio varejista ampliado e cenário macroeconômico

No varejo ampliado — que engloba o atacado de veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo — houve recuo de 1% entre maio e junho. O indicador do segmento está 2,1% abaixo do seu recorde histórico, alcançado em fevereiro de 2026, mas mantém alta de 1,9% no semestre e de 0,8% no acumulado de um ano.

O movimento do comércio integra o panorama da economia brasileira ao lado de outros setores. No primeiro semestre, a produção da indústria avançou 1,5% frente ao mesmo período de 2025, embora tenha caído 1,8% entre maio e junho. Já o setor de serviços cresceu 2% no semestre, mantendo-se estável (0%) no mês de junho.

Com informações de Agência Brasil

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