Educação

22 Estados Brasileiros Aderem a Programa de Pleno Pagamento de Dívidas com Ministério da Educação

11 de Fevereiro de 2026 às 07:22

O Ministério da Educação anunciou a adesão de 22 estados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag), com objetivo de valorizar e expandir o ensino técnico no país. Até 2026, os estados precisam registrar 600 mil novas vagas para estudantes que desejam cursar formação profissional e tecnológica. O programa também prevê a renegociação das dívidas com a União dos entes federativos participantes

Um novo capítulo na educação profissional brasileira começa a ser escrito com a adesão dos 22 estados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag). Essa iniciativa do Ministério da Educação tem como objetivo principal valorizar e expandir a oferta de ensino técnico no país, mas também visa contribuir para evitar a evasão escolar, melhorar as infraestruturas das escolas e promover a formação continuada dos profissionais da educação.

Para alcançar esses objetivos, os estados precisam cumprir com metas de expansão de matrículas no ensino técnico. Até o fim de 2026, é necessário registrar 600 mil novas vagas para estudantes que desejam cursar formação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio. Essa meta foi estabelecida na portaria do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União em segunda-feira.

O Plano Nacional de Educação 2026-2036 serve como referência para essas metas, considerando a população prevista no último censo demográfico. O cálculo também leva em conta as necessidades dos estados e do Distrito Federal, que poderão oferecer cursos técnicos por meio de diferentes modalidades, incluindo a educação de jovens e adultos (EJA).

A aprendizagem profissional pode ser articulada com o ensino médio regular ou subsequente para quem já concluiu os estudos. Além disso, as matrículas ofertadas diretamente pelas redes estaduais de ensino ou mediante parcerias serão consideradas e registradas no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec).

O acompanhamento do programa será feito pelo Ministério da Educação, com publicação periódica de balanços e relatórios de resultados. Com a implementação desse projeto, os estados esperam economizar dinheiro que poderá ser investido em melhorias infraestruturais dos cursos técnicos.

Essa iniciativa também prevê o parcelamento das dívidas com a União para os entes federativos participantes do Propag. O programa de renegociação de dívidas, chamado Juros por Educação, permite descontos nos juros e redução dos valores das parcelas nos primeiros cinco anos.

Com esses recursos financeiros liberados, os estados podem expandir as vagas na educação profissional técnica de nível médio. Além disso, a infraestrutura dos cursos também deve ser melhorada com o dinheiro economizado e investido pelos entes federativos participantes do Propag.

Com essas medidas em vigor, espera-se que os estudantes tenham acesso às oportunidades educacionais necessárias para se qualificar tecnicamente.
Com informações de Agência Brasil - Educação

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