Educação

Brasil registra a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica com índice de 4,9%

25 de Junho de 2026 às 06:09

O Brasil atingiu a menor taxa histórica de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais, registrando 4,9% segundo a Pnad Educação 2025. O índice representa 8,4 milhões de não alfabetizados, resultado de políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos

Brasil registra a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica com índice de 4,9%
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais em toda a sua série histórica. Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, do IBGE, o índice caiu para 4,9%, o que representa 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante evento em Fortaleza, com a presença do governador Elmano de Freitas e do senador Camilo Santana.

De acordo com o Ministério da Educação, a redução do analfabetismo, que deixa de ser considerada um problema estrutural segundo a Unesco, é resultado de políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) implementadas a partir de 2023, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. No último ano, houve um incremento de 40 mil matrículas nesta modalidade em comparação aos períodos anteriores.

Paralelamente, o sistema educacional apresentou melhorias simultâneas em três indicadores fundamentais desde 2022: o abandono escolar recuou 61%, a reprovação diminuiu 62% em todo o país e a distorção idade-série caiu 28%. O governo atribui a melhora na frequência e no engajamento dos estudantes ao programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a alunos do ensino médio público condicionado à assiduidade escolar.

O cenário foi impulsionado por outras medidas federais adotadas desde 2023, como a expansão de escolas em tempo integral, a implementação da estratégia nacional de Escolas Conectadas para universalizar o acesso à internet e o aporte de mais de R$ 40 bilhões na complementação da União ao Fundeb. Essas ações, viabilizadas pelo maior orçamento da história do Ministério da Educação, permitiram o avanço dos índices sem comprometer a qualidade do desempenho pedagógico.

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