Estudantes da USP decidem encerrar greve, mas cursos podem manter a paralisação autonomamente
Estudantes da USP decidiram encerrar a greve de quase dois meses, com a retomada das atividades definida por cada curso. Na mesma noite, a Polícia Militar deteve seis jovens por invadir a Administração Central, causar danos ao patrimônio e ferir três seguranças. Os detidos foram liberados após registro de dano ao patrimônio público e lesão corporal grave

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve que se estendia por quase dois meses. O anúncio foi feito pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) na noite de segunda-feira (8), após movimentações por melhorias nas bolsas estudantis e nas condições de moradia e alimentação. A retomada das atividades, no entanto, não é uniforme, pois a decisão coletiva permite que cada curso defina autonomamente se encerra ou mantém a paralisação.
Paralelamente ao fim do movimento, a Polícia Militar deteve seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, após a invasão do prédio da Administração Central da USP, também na noite de segunda-feira. O grupo utilizou barricadas para bloquear o acesso ao edifício e causou danos a móveis e equipamentos da instituição. Durante o confronto, três seguranças ficaram feridos.
Com a polícia, foram apreendidos estilingue, marreta, megafone, rádios comunicadores, porretes e fogos de artifício. Os envolvidos foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, zona oeste da capital, onde foram ouvidos e liberados. O episódio foi registrado como dano ao patrimônio público e lesão corporal grave.
O DCE da USP negou qualquer vínculo com a invasão. Em manifesto divulgado nas redes sociais, os manifestantes afirmaram atuar de forma independente e manifestaram oposição ao término da greve.