Educação

Investimento por aluno no Brasil representa cerca de 30% da média dos países da OCDE

30 de Setembro de 2026 às 09:01 3 min de leitura

O Brasil investiu US$ 4.133 por estudante em 2023, valor que representa 30,39% da média da OCDE (US$ 13.601). Segundo o relatório Panorama da Educação 2026, o aporte brasileiro é menor que o da Costa Rica e do Chile. Entre 2015 e 2023, a fatia do PIB destinada à educação no país caiu de 5,5% para 4,6%

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Investimento por aluno no Brasil representa cerca de 30% da média dos países da OCDE
© TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O investimento anual por estudante no Brasil, abrangendo do ensino fundamental ao superior, foi de US$ 4.133 em 2023. O montante representa apenas 30,39% da média de gastos dos países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que investem US$ 13.601 por aluno.

Os dados integram o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance 2026), que analisa os sistemas educacionais de 50 nações. Na comparação regional, o aporte brasileiro também é inferior ao de outros países da América Latina, como a Costa Rica, com US$ 7.028 por estudante, e o Chile, com US$ 5.794. Os valores foram ajustados para compensar as variações no custo de vida entre as localidades.

Distribuição por níveis de ensino

O relatório indica que os gastos governamentais crescem proporcionalmente ao avanço do nível escolar. No Brasil, o investimento por aluno no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) foi de US$ 4.064, subindo para US$ 4.390 no ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano).

Essa diferença é acentuada quando comparada à média da OCDE, onde o gasto por estudante no fundamental 1 é de US$ 12.893 e, no fundamental 2, chega a US$ 14.291.

Orçamento e despesas operacionais

A análise financeira divide os gastos entre despesas de capital, voltadas para infraestrutura, e despesas correntes, que englobam os custos operacionais. No Brasil, a remuneração de pessoal docente é o principal item das despesas correntes, consumindo 75% do orçamento operacional do ensino fundamental. Esse índice é ligeiramente menor que a média dos países da OCDE, que é de 79%.

Relação com o PIB e aprendizagem

O Ministério da Educação (MEC) ressaltou que houve uma redução nos investimentos em educação globalmente em um período de oito anos. Entre 2015 e 2023, a fatia do PIB destinada à educação no Brasil caiu de 5,5% para 4,6%, enquanto a média dos países da organização com dados disponíveis recuou de 4,4% para 4,2%.

Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, pontua que, embora o Brasil destine uma proporção maior do PIB para a educação do que a média da OCDE, o valor final convertido em gasto por aluno permanece muito baixo. Para o executivo, essa disparidade compromete a aprendizagem e torna irreal a expectativa de que o desempenho educacional brasileiro seja equivalente ao de nações com maior investimento por estudante.

O Panorama da Educação 2026 contempla países da OCDE, membros do G20 e nações em processo de adesão à organização. O Brasil participa do levantamento como parceiro do programa Indicators of Educational Systems (INES).

Com informações de Agência Brasil

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