Educação

Ministério lança pesquisa para entender experiência de viajantes com neurodivergência no Brasil

28 de Fevereiro de 2026 às 14:03

Ministério do Turismo lança pesquisa nacional até 30 de março para entender a vivência das pessoas neurodivergentes durante viagens. O objetivo é coletar informações sobre sensibilidades específicas e experiências que possam subsidiar a criação de um Guia de Boas Práticas inclusivas. Os dados servirão para apoiar políticas públicas que visem qualificar os serviços turísticos no país

O Ministério do Turismo lança uma pesquisa nacional até 30 de março para entender melhor a vivência das pessoas neurodivergentes durante viagens. A iniciativa é resultado da parceria entre o ministério, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o projeto Mais Acesso.

O objetivo principal desta pesquisa é coletar informações que possam subsidiar a criação de um Guia de Boas Práticas para atendimento turístico inclusivo. Esse guia será uma ferramenta fundamental para ajudar os prestadores de serviços, como hotéis e restaurantes, a oferecer experiências mais acessíveis e humanizadas.

Os participantes da pesquisa serão questionados sobre suas sensibilidades específicas durante viagens, incluindo barulho alto, cheiros fortes e toque físico inesperado. Além disso, eles também serão perguntados sobre como se sentem impactados pelo cansaço do cuidador durante a viagem e pela necessidade de manter rotinas de medição.

Os dados coletados nessa pesquisa servirão para apoiar as políticas públicas que visam qualificar os serviços turísticos em todo o país. Isso inclui não apenas melhorias nos hotéis, pousadas e restaurantes como também no fortalecimento da acessibilidade no setor de turismo.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca a importância dessa iniciativa ao afirmar que "ao ouvir quem vive a neurodivergência, avançamos na construção de políticas públicas que tornam o setor mais acessível e humano em todo o país".

A pesquisa abrange diferentes etapas do trajeto turístico, desde transporte até eventos e visitação a atrativos naturais e culturais. Além disso, busca identificar boas práticas de acolhimento já adotadas no setor, como capacitação de equipes e adaptação de atividades às necessidades dos visitantes.

O público-alvo dessa pesquisa é amplo e inclui não apenas pessoas neurodivergentes e seus familiares, mas também profissionais do turismo (guias, agências), gestores públicos, empreendedores, pesquisadores e estudantes da área.

Com informações de Agência Brasil

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