Educação

Prêmio Escolas Sustentáveis anuncia projetos brasileiros que representarão o país em competição na Cidade do México

18 de Setembro de 2026 às 06:00 3 min de leitura

A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis premiou, em Salvador, o projeto EcoLuz Trap do IFPA e a Casa da Infância por soluções sustentáveis. As instituições vencedoras receberam valores em dinheiro e representarão o Brasil em etapa internacional na Cidade do México em 2 de dezembro

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Prêmio Escolas Sustentáveis anuncia projetos brasileiros que representarão o país em competição na Cidade do México
© PROJETO ECOLUZ TRAP/DIVULGAÇÃO

A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis anunciou, nesta quinta-feira (17), em Salvador (BA), as iniciativas de educação básica que se destacaram por criar soluções acessíveis e eficientes para problemas locais utilizando materiais descartados. Organizado pela Fundação Santillana, Santillana e Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE), o reconhecimento visa valorizar práticas de sustentabilidade aplicadas ao cotidiano escolar e comunitário.

As instituições vencedoras receberam premiação em dinheiro e representarão o Brasil na etapa internacional da competição, agendada para o dia 2 de dezembro, na Cidade do México.

Tecnologia contra vetores na Amazônia

No segmento que abrange os anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o destaque foi o projeto EcoLuz Trap. Desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial, a iniciativa criou uma armadilha luminosa de baixo custo para combater mosquitos transmissores de doenças em Marabá (PA).

A solução substitui o uso de inseticidas por uma tecnologia replicável, construída com componentes eletrônicos e materiais reaproveitados, como latas de leite, fios e tampas de garrafa. O protótipo utiliza uma fonte de 12 volts de aparelhos descartados, lâmpadas e um pequeno ventilador.

O desenvolvimento do projeto envolveu:

  • Diagnóstico social: Identificação da vulnerabilidade de estudantes em áreas periféricas e quentes.
  • Experimentação científica: Testes com diferentes cores de LED (vermelho, verde, roxo e azul) para medir a eficiência de atração dos insetos.
  • Aplicação multidisciplinar: Uso de zoologia para identificação de espécies e estatística para a elaboração de gráficos, tabelas e médias.

A iniciativa, que já impactou cerca de 3,5 mil pessoas, começou com a instalação das armadilhas na própria escola e agora avança para a etapa de extensão, levando o equipamento para a comunidade externa.

Intercâmbio educativo e sustentável

Na categoria voltada à educação infantil e aos primeiros anos do ensino fundamental, a vitória ficou com a Casa da Infância, escola privada de Salvador (BA). A instituição implementou um programa de intercâmbio sustentável envolvendo quatro escolas situadas no Brasil e na Colômbia.

O projeto promove a troca de boas práticas por meio de encontros presenciais, reuniões virtuais e correspondências escritas em português, espanhol e inglês. As atividades incluem imersões em biomas como a Mata Atlântica e a Caatinga, além de visitas a comunidades tradicionais e a participação em seminários internacionais.

De acordo com a gestão da escola, a iniciativa impactou aproximadamente 2 mil pessoas, ampliando o repertório linguístico dos alunos e promovendo discussões sobre ancestralidade, identidade territorial e questões raciais.

As dez propostas finalistas desta edição estão disponíveis em um repositório digital do prêmio, permitindo que outras instituições de ensino conheçam e adaptem as tecnologias e metodologias à sua própria realidade.

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