Ancelotti prioriza solidez defensiva e versatilidade na escolha dos laterais da Seleção Brasileira
Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira prioriza a solidez defensiva nas laterais para a Copa de 2026. Dos quatro candidatos à posição, três atuaram como zagueiros, sendo Douglas Santos o único lateral de origem. O grupo sofreu a baixa de Wesley por lesão
A Seleção Brasileira busca o título da Copa do Mundo de 2026 sob o comando de Carlo Ancelotti com uma abordagem tática distinta da tradição histórica da posição de lateral. Enquanto nomes como Carlos Alberto Torres — capitão e autor do gol final contra a Itália em 1970 —, Leonardo, Branco (campeão em 1994) e a dupla Cafu e Roberto Carlos (pentacampeões em 2002) transformaram as laterais em armas ofensivas e corredores de ataque, a equipe atual prioriza a solidez defensiva.
No modelo implementado por Ancelotti, a capacidade de marcação prevalece sobre as arrancadas ofensivas, e a função tática é definida conforme a necessidade de cada partida. Essa mudança de perfil é refletida nas opções disponíveis para o treinador italiano: dos quatro candidatos às vagas, três possuem histórico de atuação como zagueiros, evidenciando a valorização da versatilidade defensiva. A única exceção é Douglas Santos, atleta do Zenit e único lateral de origem no grupo, que se coloca à disposição para atuar tanto na defesa quanto no ataque.
A instabilidade nas laterais foi acentuada pelo corte de Wesley, devido a uma lesão. Apesar da transição de funções, a liderança permanece como um atributo essencial para a posição. O capitão Danilo ressalta que as comparações com jogadores de eras passadas frequentemente ignoram a evolução do futebol nos últimos anos. O objetivo final, contudo, permanece inalterado: a reconquista da taça mundial.