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Bola da Copa de 2026 tem menor número de painéis da história dos torneios masculinos

18 de Maio de 2026 às 12:35

A Adidas desenvolveu a Trionda, bola da Copa de 2026, com quatro painéis e tecnologias para estabilizar o fluxo de ar. Testes indicam maior estabilidade que a Jabulani, porém com mais resistência em altas velocidades. O modelo possui sensor integrado para envio de dados ao VAR e ao sistema de impedimento

Bola da Copa de 2026 tem menor número de painéis da história dos torneios masculinos
Trionda terá chip interno, quatro painéis e dados em tempo real para ajudar VAR e mudar chutes na Copa.

A Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, apresenta a menor quantidade de painéis da história dos torneios masculinos, contando com apenas quatro. Para mitigar a instabilidade aerodinâmica causada pela superfície mais lisa e pela redução de costuras, a Adidas integrou canais tridimensionais, microtexturas e sulcos profundos, visando estabilizar o fluxo de ar.

Testes realizados no túnel de vento da Universidade de Tsukuba, no Japão, revelaram que a bola entra em crise de arrasto a 43 km/h, uma velocidade inferior à de modelos anteriores. Esse comportamento altera a resistência do ar, impactando a forma como a bola voa, desvia ou cai. Em comparação com a Jabulani, utilizada na Copa de 2010 e criticada por trajetórias imprevisíveis e quedas bruscas, a Trionda demonstrou maior estabilidade. No entanto, as análises, que incluíram a Al Rihla, Telstar 18 e Brazuca, indicaram que a nova bola oferece mais resistência em altas velocidades, o que pode reduzir a potência de chutes fortes e diminuir o alcance de lançamentos longos em momentos decisivos.

Por outro lado, o desempenho em velocidades típicas de faltas e escanteios mostrou-se mais consistente, favorecendo a precisão de cobranças técnicas. A Trionda marca a ruptura de uma evolução que partiu do couro costurado, passou por espumas sintéticas e costuras seladas a quente até chegar às superfícies texturizadas.

No campo tecnológico, o modelo incorpora um sensor integrado a um dos painéis, com contrapesos distribuídos para manter o equilíbrio estrutural. Esse sistema de tecnologia conectada registra toques e impactos em tempo real, enviando dados para o VAR e para o sistema semiautomático de impedimento. Embora pesquisadores avaliem que o chip não cause efeitos perceptíveis no comportamento da bola, a validação final ocorrerá durante as partidas oficiais.

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