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Brasil chega à Copa de 2030 com o pior desempenho desde 1990 no torneio

06 de Julho de 2026 às 09:03

A Seleção brasileira inicia a Copa do Mundo de 2030 com um jejum de 28 anos sem títulos. O país foi eliminado nas oitavas de final da edição de 2026 após perder por 2 a 1

Brasil chega à Copa de 2030 com o pior desempenho desde 1990 no torneio
Francois Xavier Marit - Pool/Getty Images/BBC

A Seleção brasileira chega à Copa do Mundo de 2030 com um hiato de 28 anos sem conquistar o título, após ser eliminada nas oitavas de final da edição de 2026 com a derrota por 2 a 1. Este resultado representa o pior desempenho do país no torneio desde 1990. O Brasil é a única nação a disputar todas as 23 edições do Mundial e, apesar de ser o maior vencedor com cinco troféus, acumula 18 eliminações.

Entre os reveses mais impactantes, destaca-se o 7 a 1 sofrido contra a Alemanha na semifinal da Copa de 2014, sediada no Brasil. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, a equipe havia superado a Croácia (3 a 1), México (0 a 0), Camarões (4 a 1), Chile (1 a 1, nos pênaltis) e Colômbia (2 a 1). No Mineirão, o desastre tático culminou em cinco gols alemães entre os minutos 23 e 29 do primeiro tempo. O Brasil ainda perdeu por 3 a 0 para a Holanda na disputa do terceiro lugar. O resultado foi interpretado como um choque cultural, superando esportivamente o trauma do Maracanaço.

Em 1950, o Brasil perdeu o título em casa após um quadrangular final. Na decisão contra o Uruguai, no Maracanã, a seleção abriu o placar com Friaça, mas foi derrotada por 2 a 1 com gols de Schiaffino e Ghiggia. O episódio teve fortes reflexões sociais, resultando na estigmatização de jogadores negros como Barbosa, Juvenal e Bigode, que foram transformados em bodes expiatórios da derrota.

Outro revés emblemático ocorreu na final de 1998, quando a França venceu por 3 a 0. O jogo foi marcado pela instabilidade psicológica do elenco comandado por Mário Jorge Lobo Zagallo, intensificada por uma convulsão sofrida por Ronaldo Fenômeno na véspera da partida, o que gerou incertezas sobre a escalação.

A edição de 1982 é lembrada pela queda de um time técnico, liderado por Telê Santana e composto por nomes como Zico, Sócrates, Falcão e Júnior. A equipe, expoente do "futebol-arte", foi eliminada na segunda fase pela Itália, que venceu com três gols de Paolo Rossi.

Em 1966, o Brasil viveu a traumática eliminação logo na primeira fase, apesar de contar com Pelé, Garrincha, Tostão e Jairzinho, sob a gestão de Vicente Feola. Após vencer a Bulgária por 2 a 0, a seleção perdeu por 3 a 1 para Hungria e Portugal, resultando em um terceiro lugar no grupo.

Já na Copa de 1954, na Suíça, o Brasil tentava superar o trauma de 1950, inclusive adotando a camisa amarela. Após vencer o México por 5 a 0 e empatar com a Iugoslávia (1 a 1), a equipe enfrentou a Hungria nas quartas de final. No jogo conhecido como a "Batalha de Berna", o Brasil foi derrotado por 4 a 2 em uma partida marcada por brigas generalizadas e três expulsões.

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