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Brasil terá apoio de mais de dois milhões de brasileiros residentes nos Estados Unidos na Copa

13 de Junho de 2026 às 06:09

A seleção brasileira estreia na Copa de 2026 contra Marrocos, em Nova Jersey, e enfrenta Haiti e Escócia em Filadélfia e Miami. Os Estados Unidos possuem a maior população de brasileiros fora do Brasil, com 2.067.225 cidadãos, segundo o Ministério das Relações Exteriores

Brasil terá apoio de mais de dois milhões de brasileiros residentes nos Estados Unidos na Copa
Pilar Olivares/Reuters

A seleção brasileira terá um apoio massivo de sua comunidade residente na América do Norte durante a Copa do Mundo de 2026, torneio que será disputado simultaneamente em três países. De acordo com dados de 2025 do Ministério das Relações Exteriores, os Estados Unidos concentram a maior população de brasileiros fora do Brasil, com 2.067.225 cidadãos, seguidos pelo Canadá, com 151 mil, e o México, com 35 mil.

A estreia do Brasil ocorre neste sábado (13), contra Marrocos, no Estádio MetLife, em East Rutherford, Nova Jersey. A região, que também abriga as franquias New York Giants e New York Jets da NFL, possui a maior concentração de brasileiros nos EUA, com 500 mil pessoas sob a jurisdição consular de Nova York. Essa mesma jurisdição abrange a Filadélfia, onde a seleção enfrentará o Haiti no dia 19 de junho, no Lincoln Financial Field, que comporta 69 mil espectadores.

No dia 24 de junho, o time comandado por Ancelotti encerra a fase de grupos contra a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens. A região de Miami detém a terceira maior comunidade brasileira do país, com 400 mil residentes. Além disso, a cidade de Orlando, embora não seja sede, possui um consulado-geral que atende 220 mil brasileiros.

Outro ponto de forte presença torcedora é Boston, em Massachusetts, onde o consulado atende 440 mil cidadãos. O Gilette Stadium, em Foxborough, poderá receber a seleção nas oitavas de final, caso a equipe termine como um dos melhores terceiros colocados, ou nas quartas de final, se avançar em segundo lugar no grupo.

A progressão do Brasil no torneio poderá levá-lo a outras sedes com comunidades significativas. Em Atlanta, a Mercedes-Benz Arena, com capacidade para 75 mil pessoas, é um possível palco para a semifinal, cidade que conta com 120 mil brasileiros. No Texas e estados vizinhos, o consulado de Houston atende 38 mil residentes; se a seleção se classificar em segundo lugar na fase de grupos, poderá jogar em Houston e disputar a semifinal em Arlington, no subúrbio de Dallas, no maior estádio da competição, com 94 mil assentos.

Existem cenários remotos que levariam a seleção ao México, onde residem 35 mil brasileiros. Caso a equipe termine em terceiro lugar no grupo C, disputaria os dois primeiros jogos do mata-mata no Estádio Azteca, na capital mexicana, ou em Monterrey, se passar em segundo lugar.

Por outro lado, algumas sedes não receberão a seleção na fase inicial. O SoFi Stadium, em Los Angeles, onde vivem 100 mil brasileiros, e o Levi’s Stadium, em Santa Clara (região de San Francisco), com 90 mil residentes, não possuem jogos previstos para o Brasil na primeira etapa. Da mesma forma, a comunidade de 90 mil brasileiros em Toronto não verá a equipe no BMO Field, e os 25 mil residentes de Vancouver também não terão a seleção em sua cidade.

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