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Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e total de 104 partidas

03 de Junho de 2026 às 12:13

A Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, terá 48 seleções e 104 jogos. A IFAB aprovou novas regras para agilizar partidas, incluindo limites de tempo em substituições e cobranças, além de punições para condutas discriminatórias. O VAR terá a atuação ampliada para revisar segundas advertências amarelas e erros em cobranças

Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e total de 104 partidas
REUTERS/David Klein

A Copa do Mundo de 2026, sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, terá a maior estrutura da história do torneio, com a participação de 48 seleções, 16 a mais que na edição do Catar. O novo formato organiza as equipes em 12 grupos de quatro, avançando para a fase seguinte os dois melhores de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados. Essa reestruturação inclui a criação de uma etapa extra de mata-mata antes das oitavas de final, elevando o total de jogos de 64 para 104. Consequentemente, a equipe campeã precisará disputar oito partidas, enquanto no mundial anterior eram necessárias sete.

Paralelamente à expansão, a International Football Association Board (IFAB) aprovou alterações nas leis do jogo para dinamizar as partidas e combater a perda de tempo. Uma das medidas prevê que árbitros utilizem uma contagem regressiva visual de cinco segundos em laterais e tiros de meta caso identifiquem demora excessiva. Se o prazo expirar, a posse de bola passa ao adversário, transformando o tiro de meta em escanteio.

As substituições também passam a ter limite temporal: o atleta substituído terá dez segundos para deixar o gramado após a sinalização da placa. O descumprimento desse prazo penaliza a equipe, que deverá aguardar um minuto e a próxima paralisação para a entrada do novo jogador, permanecendo temporariamente com um atleta a menos.

No âmbito do atendimento médico, jogadores assistidos em campo deverão permanecer fora do jogo por pelo menos um minuto após o reinício da partida, exceto em casos de goleiros, choques na cabeça ou lesões graves. A norma visa coibir simulações para esfriar o ritmo do jogo e proíbe que goleiros lesionados sejam usados para "paradas técnicas" de orientações táticas.

O combate à discriminação ganha um novo protocolo, apelidado de "regra Vini Jr.", que prevê cartão vermelho para jogadores que cubram a boca para ocultar ofensas racistas, homofóbicas ou discriminatórias. A medida foi impulsionada após a Uefa suspender o argentino Gianluca Prestianni por seis jogos devido a conduta discriminatória em partida entre Real Madrid e Benfica.

O sistema de arbitragem de vídeo (VAR) terá a atuação ampliada, permitindo agora a revisão de expulsões decorrentes de um segundo cartão amarelo. O protocolo também autoriza o aviso rápido ao juiz de campo sobre erros claros em escanteios ou tiros de meta, muitas vezes sem a necessidade de revisão no monitor. Além disso, o VAR poderá revisar faltas ocorridas antes de cobranças de bola parada que resultem em gols, pênaltis ou punições disciplinares. Algumas dessas diretrizes já foram testadas em confrontos recentes, como no amistoso entre Brasil e Panamá, no Maracanã.

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