Estados Unidos destinam 250 milhões de dólares para combater drones em cidades da Copa do Mundo
Os Estados Unidos destinaram US$ 250 milhões a 11 estados e Washington, D.C., para implementar medidas de combate a drones na Copa do Mundo. A Administração Federal de Aviação proibiu voos em um raio de 4,8 km dos estádios e em altitudes de até 900 metros nos dias de jogo
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O governo dos Estados Unidos destinou US$ 250 milhões, desde dezembro, para que as cidades-sede da Copa do Mundo e Washington, D.C., implementem medidas de combate a drones. O montante, distribuído pela Agência Federal de Gestão de Emergências a 11 estados, visa mitigar a ameaça representada por aeronaves não autorizadas, que são vistas como um dos desafios mais complexos do planejamento de segurança do torneio.
Para garantir a integridade do evento, a Administração Federal de Aviação estabeleceu restrições de voo em dias de jogo, proibindo aviões e drones em um raio de 4,8 km dos estádios e em altitudes de até 900 metros. O objetivo é proteger centros de treinamento, hotéis das seleções, estádios, rotas de transporte e áreas de aglomeração de torcedores em diversas jurisdições.
A preocupação das autoridades abrange desde o uso recreativo por torcedores e mídia até ações de vigilância para monitorar movimentações de equipes, áreas restritas e padrões de segurança. Tom Adams, ex-agente do FBI e diretor de segurança pública da DroneShield, destaca que esses dispositivos conseguem burlar perímetros de pedestres, magnetômetros e postes de bloqueio. Melissa Swisher, diretora de receitas da SkySafe, reforça que o baixo custo dessas aeronaves alterou a logística de grandes eventos, permitindo a invasão de áreas proibidas antes de qualquer reação oficial.
Para enfrentar o problema, empresas de segurança aérea e órgãos policiais desenvolvem redes de detecção. A SkySafe utiliza sensores para identificar sinais, rastrear trajetórias e localizar operadores. Já a DroneShield atua em parceria com a polícia de Kansas City e parceiros regionais para expandir a detecção em múltiplas jurisdições.
A estratégia de resposta prioriza a identificação do operador em vez da derrubada do equipamento. A medida é adotada porque a queda de destroços sobre multidões representa um risco físico aos espectadores, tornando a neutralização aérea uma opção complexa em ambientes lotados.