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Ismaël Koné sofre fratura grave na tíbia durante partida do Canadá contra o Catar

19 de Junho de 2026 às 15:03

O jogador canadense Ismaël Koné fraturou a tíbia após colisão com Assim Madibo em partida contra o Catar nesta quinta-feira (18). O atleta foi encaminhado ao hospital para cirurgia e a estimativa de retorno aos gramados é de nove meses

Ismaël Koné sofre fratura grave na tíbia durante partida do Canadá contra o Catar
REUTERS/Albert Gea

O jogador canadense Ismaël Koné sofreu uma fratura grave na tíbia durante a partida contra o Catar, realizada nesta quinta-feira (18). O incidente ocorreu no BC Place, no fim do jogo, após o atleta ser atingido por trás por Assim Madibo. Apesar da vitória do Canadá por 6 a 0, Koné precisou ser retirado de campo em uma maca e encaminhado ao hospital para a realização de uma cirurgia. O técnico da seleção canadense, Jesse Marsch, relatou que o som da quebra do osso foi audível durante o lance.

A gravidade da lesão é evidenciada pelo tempo de recuperação e pelo tipo de trauma. A tíbia é o osso central de sustentação do peso corporal, transmitindo a carga entre o tornozelo e o joelho. Frequentemente, esse tipo de fratura vem acompanhado de lesões na fíbula, osso que garante a estabilidade do tornozelo e serve de apoio para ligamentos e músculos. No futebol, embora entorses e problemas musculares sejam mais frequentes, fraturas de tíbia ocorrem eventualmente e são classificadas como graves quando o afastamento supera 30 dias.

O tratamento para atletas geralmente envolve intervenção cirúrgica para a fixação do osso com placas ou hastes. O cronograma de recuperação é extenso: a consolidação da fratura demanda cerca de três meses de fisioterapia exclusiva, seguidos por um período de três a seis meses de treinamento para recuperação técnica e muscular. A estimativa de retorno aos gramados é de nove meses, condicionada à plena recuperação da musculatura e consolidação óssea. Estatisticamente, 80% dos jogadores que sofrem fratura de tíbia conseguem retomar a atividade profissional, enquanto 20% não retornam, mesmo após o tratamento.

Um ponto que chamou a atenção foi a tranquilidade de Koné, de 24 anos, que deixou o campo sorrindo e acenando. Essa reação é atribuída ao uso de anestésicos inalatórios para dores agudas, comuns em eventos traumáticos em alguns países, somada à descarga de adrenalina e à imobilização da região, que reduz o desconforto imediato.

A lesão de Koné foi causada por um impacto específico, e não por estresse ósseo decorrente de sobrecarga. Nesses casos, a caneleira é o principal equipamento de proteção, reduzindo em 20% a 25% as lesões gerais na perna. No entanto, o dispositivo não é eficaz quando o impacto ocorre na parte posterior da perna, como foi o caso do jogador canadense. Vale ressaltar que qualquer lesão prévia eleva o risco de novas ocorrências no futuro.

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