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Jornal francês critica Gianni Infantino por restrições migratórias dos Estados Unidos na Copa do Mundo

10 de Junho de 2026 às 15:08

O jornal L'Équipe criticou Gianni Infantino por restrições migratórias dos Estados Unidos que afetaram árbitros, atletas e delegações na Copa do Mundo. As medidas incluíram deportações, detenções e limitações de entrada para profissionais da Somália, Iraque e Irã. O cenário ocorre após Infantino entregar a Donald Trump o Prêmio da Paz da Fifa

Jornal francês critica Gianni Infantino por restrições migratórias dos Estados Unidos na Copa do Mundo
Reprodução/L'Équipe

O jornal francês L'Équipe retratou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, como um fantoche de Donald Trump em sua edição desta quarta-feira (10). A crítica da publicação foca nas restrições migratórias impostas pelo governo dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo.

As medidas afetaram diretamente profissionais e atletas da competição. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado pela Fifa, foi impedido de entrar no país após ser mantido em uma cela e interrogado por autoridades migratórias durante 11 horas, retornando posteriormente à Somália. A seleção do Iraque também enfrentou problemas: o atacante Aymen Hussein ficou retido na imigração por cerca de sete horas antes de ser autorizado a entrar, enquanto um fotógrafo da equipe teve o visto negado no desembarque e foi deportado para Bagdá.

A delegação do Irã teve restrições iniciais que permitiam a entrada nos Estados Unidos apenas nos dias de jogo, com a obrigatoriedade de saída imediata após as partidas. Na terça-feira (9), houve uma flexibilização dessa norma, permitindo que a equipe chegue ao país um dia antes dos compromissos.

O cenário de tensão contrasta com a proximidade entre a Fifa e a Casa Branca. Em dezembro do ano passado, Infantino entregou a Donald Trump o troféu e a medalha do "Prêmio da Paz da Fifa — O Futebol une o mundo", honraria criada em 2025 pela federação após sugestão do próprio presidente americano. A cerimônia de entrega ocorreu em Washington, durante o sorteio dos grupos da Copa de 2026. Trump também recebeu o Nobel da Paz, entregue originalmente a María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, que repassou a distinção ao dirigente norte-americano.

Com informações de G1

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