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Países da América Latina manifestam rejeição à seleção da Argentina antes da final da Copa

18 de Julho de 2026 às 15:04

A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, neste domingo (19), é marcada por rejeição à seleção argentina em países da América Latina. O cenário envolve críticas à arbitragem, acusações de racismo e supostos privilégios concedidos pela Fifa

Países da América Latina manifestam rejeição à seleção da Argentina antes da final da Copa
Reuters

A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), é acompanhada por um fenômeno de rejeição à seleção albiceleste em diversos países da América Latina. O sentimento se manifestou intensamente nas redes sociais através de uma fotomontagem do jogador Lamine Yamal com a camisa do Brasil, acompanhada da legenda "a esperança do povo brasileiro".

Hostilidade regional e digital

A torcida contra a Argentina tornou-se recorrente durante o torneio, com torcedores de nações como México, Colômbia, Equador e Chile esperando a derrota dos atuais campeões. Esse cenário rompe com a tradicional "dinâmica de solidariedade" onde latino-americanos apoiaiam qualquer seleção da região que avançasse na competição.

De acordo com o sociólogo colombiano Germán Gómez, essa mudança é impulsionada pela era digital e por narrativas que vinculam a equipe de Lionel Scaloni à Fifa e ao seu presidente, Gianni Infantino, sob a alegação de que a Argentina teria recebido ajuda.

Fatores de desgaste da imagem

A imagem da seleção argentina foi prejudicada por diversos fatores:

  • Arbitragem: Críticas constantes a decisões dos juízes, mesmo em lances tecnicamente corretos.
  • Racismo: Acusações envolvendo jogadores e torcedores, incluindo cantos ofensivos contra atletas franceses na Copa de 2022 e um episódio recente em que a Fifa condenou um torcedor por insultar o influenciador negro IShowSpeed.
  • Rivalidade Histórica: O embate tradicional entre o Brasil de Pelé e a Argentina de Diego Maradona e Lionel Messi.

Reações do elenco e do mercado

O técnico Lionel Scaloni admitiu que as críticas chegam aos jogadores, mas afirmou que isso gera uma "rebelião" positiva, motivando o grupo a elevar o desempenho. Lionel Messi rebateu as acusações de privilégios, declarando à imprensa que a equipe provou que ninguém recebe presentes e que conquistaram o topo do futebol mundial por mérito próprio.

No setor comercial, uma marca de fernet utilizou a polêmica para lançar uma campanha publicitária. Com o slogan “Somos insuportáveis”, o comercial satiriza os estereótipos sobre o ego argentino, simulando um grupo de apoio onde torcedores de outras seleções reclamam da onipresença e da paixão dos argentinos.

Contradições no apoio popular

Apesar da rejeição digital e política, a recepção física da seleção em países da região durante as Eliminatórias continua mobilizando multidões, com forte apoio a Messi. Ainda persiste, em casos isolados como o de estudantes em Lima, o sentimento de torcer pela Argentina por ser um país sul-americano.

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