Justiça

129 Jornalistas Mortos no Exercício Profissional em 2025: Relatório Revela Recorde de Assassinatos Globais

25 de Fevereiro de 2026 às 12:02

129 profissionais da imprensa perderam suas vidas no exercício da profissão em 2025. A maioria dessas mortes (104) ocorreu durante conflitos armados, com Israel e Sudão sendo os países que concentraram a maior parte das mortes. O relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas destaca impunidade como principal motivo para o aumento nos assassinatos de profissionais da imprensa

Mortes de Jornalistas Chegam ao Recorde: 129 Profissionais Perderam Vidas no Exercício da Profissão em 2025

Um relatório divulgado pela Organização não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), nesta quarta-feira, revela que o ano passado foi marcado pelo maior número de mortes de jornalistas desde que a organização começou a fazer esses registros, há mais de três décadas. Ao todo, 129 profissionais da imprensa perderam suas vidas no exercício da profissão em 2025.

A maioria dessas mortes (104) ocorreu durante conflitos armados em diferentes partes do mundo. Os países que concentraram a maior parte das mortes foram Israel (86), Sudão (9), México (6), Rússia (4) e Filipinas (3). A ONG destaca que, embora o número de profissionais da imprensa assassinados na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado, a maioria dos casos se refere a vítimas palestinas.

O relatório do CPJ também ressalta que os conflitos armados atingiram níveis históricos em todo o mundo, assim como os assassinatos de jornalistas. A impunidade é considerada um dos principais motivos para a alta nos assassinatos de profissionais da imprensa.

"O crescente número de mortes de jornalistas em todo o mundo é alimentado por uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa: muito poucas investigações transparentes foram conduzidas", afirma o relatório do CPJ. Além disso, a organização destaca que "o fracasso contínuo dos líderes de governo em proteger a imprensa ou responsabilizar seus atacantes também estabelece as bases para mais assassinatos".

A presidente da ONG Jodie Ginsberg enfatiza que os ataques à imprensa são um dos principais indicadores de ataques a outras liberdades. "Muito mais precisa ser feito para evitar esses assassinatos e punir os perpetradores", afirma ela.

O relatório também chama a atenção para o aumento no número de ataques com uso de drones, que passou de duas mortes em 2023 para 39 óbitos em 2025. A Rússia é citada como um dos principais responsáveis por essas violações.

A ONG reitera a importância da proteção à imprensa e alerta para o risco que os profissionais de imprensa correm quando são mortos ou atacados enquanto exercem sua função. "Os ataques à imprensa são um dos principais indicadores de ataques a outras liberdades", enfatiza Jodie Ginsberg.

O relatório do CPJ é uma chamada para ação contra as violações aos direitos humanos e à segurança da imprensa em todo o mundo. A Organização ressalta que os assassinatos de jornalistas são um grave problema global, que exige soluções urgentes e eficazes.

A alta no número de mortes de profissionais da imprensa é uma preocupação séria para a comunidade internacional. O relatório do CPJ destaca a importância da proteção à liberdade de expressão e da segurança dos jornalistas, que são fundamentais para o funcionamento democrático das sociedades.

A Organização reitera sua posição em defesa dos direitos humanos e da imprensa livre. "Muito mais precisa ser feito para evitar esses assassinatos e punir os perpetradores", afirma Jodie Ginsberg, presidente do CPJ.

O relatório é uma reflexão sobre a situação atual da imprensa global e um chamado à atenção dos governos, das organizações internacionais e da sociedade civil para a necessidade de proteger os jornalistas e garantir que eles possam exercer sua função sem medo de represália.

A Organização não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgou um relatório que destaca o aumento no número de mortes de profissionais da imprensa em 2025. O documento ressalta a importância da proteção à liberdade de expressão e da segurança dos jornalistas, fundamentais para o funcionamento democrático das sociedades.

O relatório do CPJ é uma reflexão sobre a situação atual da imprensa global e um chamado à atenção dos governos, das organizações internacionais e da sociedade civil para a necessidade de proteger os jornalistas.

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