Justiça

Alexandre de Moraes determina arquivamento de investigação sobre a Abin paralela contra Jair Bolsonaro

20 de Julho de 2026 às 18:06

O ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento da investigação sobre a Abin paralela envolvendo Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem e outros investigados. A decisão baseou-se em manifestação da PGR e na ausência de indícios concretos contra parte dos citados. A Polícia Federal deverá revogar os indiciamentos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação sobre a chamada Abin paralela no que tange ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ex-deputado cassado Alexandre Ramagem, além de Giancarlo Gomes Rodrigues e Marcelo Araújo Bormevet.

A decisão, assinada nesta segunda-feira (20), fundamenta-se no entendimento de que as condutas atribuídas a esse grupo já foram processadas e analisadas no âmbito da trama golpista, resultando em condenações prévias.

Base jurídica e manifestação da PGR

Para justificar o encerramento do processo, Moraes baseou-se em manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão apontou que as provas e elementos colhidos na investigação já serviram de base para as acusações e sentenças contra Bolsonaro e demais membros do núcleo envolvido no projeto antidemocrático.

Outros investigados e revogação de indiciamentos

O magistrado também decidiu pelo arquivamento do inquérito em relação a outros cinco nomes:

  • Alessandro Moretti;
  • Luiz Carlos Nóbrega Nelson;
  • Luiz Fernando Corrêa;
  • José Fernando Moraes Chuy;
  • Lucio de Andrade Vaz Parente.

Neste caso, o ministro argumentou que as acusações eram genéricas e não apresentavam a individualização concreta das condutas, carecendo de indícios suficientes para manter a persecução penal. Diante disso, a Polícia Federal deverá revogar os indiciamentos de todos os citados.

Com informações de G1

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