Justiça

Banqueiro investigado no caso Master estuda contratar advogado com trânsito no gabinete de André Mendonça

23 de Maio de 2026 às 18:03

O banqueiro Daniel Vorcaro avalia contratar o advogado Daniel Bialski após a saída de José Luis Oliveira Lima. A mudança visa facilitar o diálogo com o ministro André Mendonça, relator do processo no STF. Paralelamente, Vorcaro propõe elevar para R$ 60 bilhões a devolução de valores em acordo com a PGR

O banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Master, estuda a contratação do criminalista Daniel Bialski para assumir sua defesa jurídica. A movimentação ocorre após a saída de José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou o caso na última sexta-feira (22) em comum acordo.

A escolha por Bialski é motivada pela necessidade de um profissional com trânsito no gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), visto que o advogado anterior já não era recebido pelo magistrado. Bialski possui histórico de atuação em inquéritos relatados por Mendonça, tendo defendido o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em investigações sobre a Operação Catarata e desvios na Fundação Leão XIII — processos que foram trancados pelo ministro em junho de 2025. O advogado também integrou as defesas de Carla Zambelli e Michelle Bolsonaro.

A sondagem a Bialski foi realizada por pessoas próximas a Vorcaro no início da semana passada, embora ainda não tenha ocorrido convite formal ou reunião com a família. A assessoria de Sergio Leonardo, atual defesa do banqueiro, negou que o nome do criminalista tenha sido ventilado.

A mudança de estratégia ocorre em um momento crítico para Vorcaro, cuja proposta de delação premiada foi rejeitada pela Polícia Federal na mesma semana. Embora a Procuradoria-Geral da República mantenha as negociações, há a percepção de que um acordo sob a gestão de Paulo Gonet enfrentaria resistência do ministro André Mendonça.

Diante da pressão da prisão, Vorcaro estaria disposto a ampliar o escopo de sua colaboração com a PGR, elevando a proposta de devolução de valores de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões.

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