Brasil possui 40 mil amostras de corpos não identificados fora dos bancos de DNA
Levantamento do Ministério da Justiça indica que 40 mil amostras de corpos não identificados em IMLs brasileiros não integram os bancos de DNA. A rede de identificação genética do país possui 14.139 amostras de óbitos e 10.574 de familiares, totalizando 815 pessoas identificadas
Cerca de 40 mil amostras de corpos não identificados estão armazenadas em Institutos Médico Legais (IML) em todo o Brasil sem que tenham sido integradas aos bancos de DNA. O dado foi revelado por um levantamento do Ministério da Justiça, que utiliza essas estruturas para cruzar informações genéticas e localizar parentes de pessoas mortas.
Processamento de dados e cronograma
A Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas informou que os números ainda serão submetidos a análise e confirmação. Após essa etapa, o órgão estabelecerá um cronograma com as unidades federativas para processar o material e efetivar a inclusão das amostras nos sistemas de identificação.
A divulgação ocorreu durante o lançamento da 4ª edição de uma mobilização nacional, cujo propósito é incentivar familiares de desaparecidos a realizarem a doação de material genético. Atualmente, o Brasil registra anualmente aproximadamente 80 mil boletins de ocorrência de desaparecimento.
Funcionamento e resultados da identificação
O fluxo de identificação inicia-se com a coleta de material, geralmente realizada por laboratórios das polícias civis estaduais. O DNA dos doadores é então comparado com as amostras de óbitos armazenadas nos bancos de dados.
Até o momento, a rede de identificação genética do país conta com:
- 14.139 amostras de corpos sem identificação;
- 10.574 amostras de pessoas que buscam parentes.
Essa metodologia já permitiu a identificação de 815 pessoas em território nacional. Desse montante, 112 casos foram resolvidos graças a coletas efetuadas durante as mobilizações promovidas entre os anos de 2024 e 2025.