Justiça

Ciro Nogueira confirma pré-candidatura ao Senado durante quinta fase de operação da Polícia Federal

12 de Maio de 2026 às 09:05

Ciro Nogueira confirmou a pré-candidatura ao Senado enquanto a Polícia Federal investiga supostas lavagens de dinheiro e corrupção envolvendo o parlamentar e o Banco Master. A operação apura repasses mensais de R$ 500 mil via CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda. O senador negou irregularidades em emenda legislativa e alterou sua defesa jurídica

Ciro Nogueira (Progressistas-PI) confirmou, nesta terça-feira (12), que mantém sua pré-candidatura à reeleição para o Senado Federal. O anúncio ocorre simultaneamente à quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura supostas práticas de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o parlamentar e o Banco Master.

A investigação da PF sustenta que a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., sociedade da qual o senador faz parte, teria servido como canal para o recebimento de vantagens financeiras. O objetivo seria a atuação política em benefício de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com repasses mensais que poderiam atingir R$ 500 mil. Raimundo Nogueira, irmão do senador e administrador da referida empresa, também é alvo da operação e utiliza tornozeleira eletrônica.

Em vídeo divulgado por sua assessoria, o presidente nacional do Progressistas questionou a escolha de um líder da oposição ao governo Lula como alvo prioritário da operação. Na gravação, Ciro Nogueira apresentou, pela primeira vez, detalhes sobre a movimentação financeira da CNLF questionada pelos investigadores.

O senador também rebateu as alegações da Polícia Federal sobre a "Emenda Master". O texto, proposto por ele, visava elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ciro negou que a redação final da emenda tenha sido publicada exatamente nos termos recebidos pela assessoria do Banco Master.

No âmbito jurídico, Ciro Nogueira alterou sua equipe de defesa no Caso Master na última segunda-feira (11). O escritório anterior afirmou que o desligamento ocorreu em comum acordo, mas nem o parlamentar nem os advogados especificaram as razões da mudança ou indicaram quem assumirá a condução do processo.

Com informações de G1

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