Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF a revogação da prisão preventiva do banqueiro
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, pediu ao STF a revogação de sua prisão preventiva na Operação Compliance Zero. O pedido alega a expiração do prazo de reavaliação da detenção e a intenção de cooperação com a Justiça. O julgamento sobre a definição do relator do caso foi adiado para quarta-feira (23)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/W/jvZKQ8SHuurUcBjeb97A/vorcaro.jpg)
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. O pedido, protocolado nesta sexta-feira (18), ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga a existência de uma organização criminosa voltada à captação de recursos ilícitos.
Atualmente detido no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha, Vorcaro está preso há mais de seis meses. A Polícia Federal aponta o ex-banqueiro como líder de um grupo que teria estabelecido redes de influência e monitoramento com capacidade de infiltração em instâncias superiores de instituições da República.
Argumentos da defesa e negociações
Os advogados sustentam que o prazo de 90 dias para a reavaliação da necessidade da prisão, conforme previsto no Código de Processo Penal, expirou no final de agosto sem que houvesse nova análise judicial sobre a manutenção da medida. A defesa também ressalta a intenção de Vorcaro em cooperar com a Justiça.
Embora a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenham rejeitado propostas anteriores de delação premiada por considerá-las insuficientes, a equipe jurídica tenta reabrir as negociações.
Impasses no STF
O pedido de liberdade também menciona a falta de definição sobre a relatoria do caso. O ministro Edson Fachin, ao assumir a relatoria da discussão sobre a possível investigação do ministro Alexandre de Moraes no episódio do Banco Master, determinou que processos ligados a essa instituição e ao caso do INSS fossem encaminhados à Presidência da Corte.
Essa medida suspendeu a tramitação dos autos enquanto o STF decide quem conduzirá as apurações. O julgamento sobre a competência do órgão e a definição do relator foi adiado para a próxima quarta-feira (23), após um pedido de vista do ministro Flávio Dino ter interrompido a sessão de terça-feira (15).
Outros detidos e núcleos criminosos
Além do banqueiro, o pai, Henrique Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel, também solicitaram a revogação de suas prisões. No caso de Henrique Vorcaro, o pedido foi feito na quarta-feira (16), sob a alegação de que ele está detido há mais de 90 dias sem que recursos contra a prisão fossem julgados.
Henrique foi preso em maio, sob a suspeita de integrar o núcleo violento da organização. A prisão preventiva foi mantida pelo STF em junho. As investigações focam em grupos denominados "A Turma" e "Os Meninos", suspeitos de praticar crimes de coerção, intimidação, invasão de dispositivos informáticos e obtenção de dados sigilosos.