Justiça

Defesa de Daniel Vorcaro questiona resistência da PF e da PGR em acordo de colaboração premiada

09 de Junho de 2026 às 12:31

Interlocutores de Daniel Vorcaro questionam a resistência da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República em formalizar um acordo de colaboração premiada. Os órgãos investigativos consideram as propostas de delação repetitivas e desnecessárias diante das evidências já obtidas. O banqueiro admite repasses financeiros a políticos e ministros do STF, mas nega a finalidade de obter decisões irregulares

Interlocutores do banqueiro Daniel Vorcaro questionam a postura da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República durante as tratativas para a formalização de um acordo de colaboração premiada. O objetivo do banqueiro é a obtenção de benefícios, como a redução de penas, mas a defesa alega a existência de resistência por parte dos órgãos investigativos.

Após a recusa de uma primeira tentativa, Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação, com conteúdo ampliado e aprofundado. No entanto, a PF e a PGR sinalizam que este segundo documento também pode ser rejeitado. Enquanto os representantes do banqueiro sustentam que ele fornece dados relevantes sobre a operação do Banco Master e sobre conexões políticas, os investigadores divergem dessa análise.

Para a PF e a PGR, as informações apresentadas até o momento são repetitivas e não trazem elementos inéditos em relação ao que já foi apurado. Os investigadores argumentam que o conteúdo extraído do aparelho celular de Vorcaro já cumpre a função de uma delação, dada a quantidade de evidências ali contidas.

Além disso, a investigação aponta que, embora Daniel Vorcaro admita ter concedido benefícios financeiros a políticos e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ele nega que tais repasses tivessem a finalidade de obter decisões judiciais ou administrativas irregulares. Paralelamente, interlocutores do banqueiro afirmam que há grupos interessados em inviabilizar a concretização do acordo.

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