Defesa de Flávio Bolsonaro apresenta relatório ao TSE sobre exclusão de mensagens de André Janones
A defesa de Flávio Bolsonaro entregou ao TSE um relatório técnico que aponta a exclusão de mensagens no canal de WhatsApp de André Janones. O documento detalha a remoção de publicações sobre aposentadorias e a padroeira do Brasil, conteúdos que o tribunal ou a Justiça já classificaram como falsos ou inverídicos. Janones admitiu ter apagado as postagens por considerá-las antigas
A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório técnico que indica a exclusão de mensagens no canal de WhatsApp "Exército do Lula", sob coordenação do deputado federal André Janones (Rede-MG). O documento, disponível para consulta pública, sustenta que publicações permaneceram ativas por semanas e foram apagadas no início de outubro.
Conteúdos excluídos e decisões judiciais
O relatório detalha a remoção de postagens com temas variados, incluindo menções ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aposentadorias e a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Entre as mensagens citadas, destaca-se uma publicação de 27 de setembro, atribuída a Janones, que afirmava que a Justiça teria confirmado uma tentativa de Flávio Bolsonaro de remover Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A defesa aponta que esse conteúdo foi deletado em 6 de outubro. Outro texto seguia a mesma linha, alegando que a condição de padroeira seria encerrada caso Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente. Sobre esse ponto, o ministro Nunes Marques já classificou a alegação como inverídica.
O documento também registra a exclusão, em 8 de outubro, de uma mensagem datada de 9 de setembro que dizia: "Explodam para todo o Brasil, André Mendonça e Flávio Bolsonaro caíram".
Divergências sobre desinformação
Outro ponto central do relatório é a publicação de 11 de setembro, que compartilhava um vídeo alegando que Flávio Bolsonaro propunha a redução de aposentadorias. A defesa afirma que a mensagem foi apagada em 7 de outubro. O TSE já havia decidido que a informação sobre a proposta de redução de benefícios era falsa.
Embora a área técnica do tribunal não tenha identificado notícias falsas no canal "Exército do Lula", a advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Cláudia Bucchianeri, argumenta que as mensagens apontadas já haviam sido removidas no momento em que o tribunal realizou a análise.
Justificativas e andamento do processo
Questionado sobre a remoção dos dados, o deputado André Janones admitiu ter apagado as mensagens, justificando que se tratava de publicações antigas e sem relação com os debates atuais. O parlamentar negou que qualquer conteúdo excluído contivesse informações falsas.
A advogada Bucchianeri declarou que a campanha concordava com a reativação do canal antes mesmo do prazo de 48 horas determinado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. O processo permanece sob análise da Justiça Eleitoral.