Justiça

Defesa de Flávio Bolsonaro tenta transferir investigação sobre emendas parlamentares para o ministro André Mendonça

12 de Setembro de 2026 às 07:28 2 min de leitura

A defesa de Flávio Bolsonaro tentou transferir para o ministro André Mendonça a investigação sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse. A Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão para apurar desvios de recursos, incluindo repasses de R$ 62,8 milhões. O inquérito investiga crimes como peculato, lavagem de dinheiro e *organização criminosa

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Defesa de Flávio Bolsonaro tenta transferir investigação sobre emendas parlamentares para o ministro André Mendonça
Luiz Silveira/STF

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou quatro tentativas de transferir a investigação sobre o uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça. A estratégia jurídica baseou-se no argumento de que Mendonça já conduz outras apurações sobre a cinebiografia de Jair Bolsonaro e, por isso, deveria centralizar a investigação sobre o suposto uso de verbas públicas na obra.

Os pedidos de redistribuição foram divididos entre a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a gestão de Edson Fachin, e o próprio ministro Flávio Dino.

Operação da Polícia Federal e alvos

No dia 10, a Polícia Federal executou 49 mandados de busca e apreensão em uma operação focada no financiamento da produção cinematográfica. A ação, autorizada por Flávio Dino, teve como alvos Karina Gama, proprietária da produtora Go Up, e Mario Frias.

De acordo com a PF, a operação visa desarticular um esquema de desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares. As investigações apontam a movimentação de centenas de milhões de reais entre empresas envolvidas na estrutura.

Linhas de investigação e crimes apurados

O inquérito detalha três eixos principais de apuração:

  • Repasses de R$ 62,8 milhões efetuados por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro;
  • Possível uso de parte desses valores para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;
  • Direcionamento de emendas parlamentares para instituições vinculadas à produtora do filme.

O conjunto de evidências apuradas pela Polícia Federal indica a ocorrência de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade documental e crimes licitatórios.

Com informações de G1

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