Entidades de radiodifusão e imprensa pedem a proteção do sigilo das fontes em investigação da PF
A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) e outras entidades de imprensa manifestaram preocupação com medidas judiciais no processo do jornalista Luís Pablo. A mobilização ocorre após a Polícia Federal cumprir mandados contra Raimundo Cutrim, suspeito de vazar dados do Tribunal de Justiça para o profissional. A AIR solicitou a garantia do sigilo das fontes e da *liberdade de imprensa
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A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) manifestou, nesta quarta-feira (12), preocupação com as medidas judiciais adotadas no processo envolvendo o jornalista Luís Pablo, do Maranhão. O posicionamento soma-se a alertas emitidos na terça-feira (11) pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pela Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER).
Operação da Polícia Federal
A mobilização das entidades ocorre após a Polícia Federal (PF) cumprir, na terça-feira (11), mandados de busca e apreensão contra o advogado e o ex-secretário do governo estadual, Raimundo Cutrim. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação aponta que Cutrim teria sido a fonte de informações publicadas no blog de Luís Pablo sobre a suposta utilização de veículos do Tribunal de Justiça do Estado por parentes do ministro Flávio Dino, também integrante do STF.
Origem das provas e acusações
O desdobramento atual da operação baseia-se em evidências colhidas em março, quando a PF realizou buscas e apreensões de um computador e do celular de Luís Pablo. O material analisado permitiu a identificação de indícios que ligam Cutrim e um advogado ao jornalista.
De acordo com a Polícia Federal, o ex-secretário teria se valido do cargo público para acessar sistemas de controle restrito, obtendo as imagens e os dados dos automóveis que foram posteriormente divulgados.
Defesa do sigilo profissional
Em sua nota, a AIR solicitou que as autoridades brasileiras garantam a proteção constitucional do sigilo das fontes e a liberdade de imprensa durante a condução de investigações. A entidade ressaltou que o livre exercício do jornalismo é um pilar fundamental do Estado Democrático de Direito.