Justiça

Fachin afirma que questionamentos ao STF contribuem para o fortalecimento da democracia

03 de Agosto de 2026 às 15:04

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, afirmou que questionamentos republicanos fortalecem a democracia. O ministro destacou investimentos em tecnologia processual e transparência para ampliar a confiança pública na instituição

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendeu, nesta segunda-feira (3), que questionamentos direcionados à Corte, desde que respeitem os limites republicanos, contribuem para o fortalecimento da democracia e não comprometem a solidez da instituição. A declaração ocorreu durante a abertura dos trabalhos do segundo semestre, após o recesso de julho.

Para o ministro, a natureza das decisões do tribunal, que frequentemente envolvem temas sociais complexos, torna as críticas inevitáveis. Fachin argumentou que a robustez institucional do STF não depende da inexistência de críticas, mas da habilidade de lidar com elas mantendo a serenidade indispensável à função jurisdicional.

Aprimoramento institucional e transparência

O presidente do STF reconheceu que a Corte ainda enfrenta desafios, especialmente no que diz respeito à agilidade e à clareza na comunicação com a sociedade e outras instituições. Ele afirmou que existe um esforço para que o tribunal seja merecedor da confiança pública, citando medidas concretas implementadas recentemente, como:

  • Investimentos em tecnologia processual;
  • Ampliação da transparência dos julgamentos;
  • Publicidade das sessões;
  • Geração sistemática de dados sobre a atuação do tribunal.

Relação entre os Poderes e conduta ética

Ao finalizar seu discurso, Fachin reiterou o compromisso do STF com a harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo, expressando a expectativa de que a Corte siga cumprindo sua missão constitucional.

Apesar da fala sobre aprimoramento, o ministro não mencionou a proposta de criação de um Código de Ética para a Corte. A medida vem sendo estudada pela presidência do STF após anos de críticas sobre a conduta de magistrados, motivadas por suspeitas de falta de transparência, proximidade com partes processuais e possíveis conflitos de interesses. O objetivo do código seria estabelecer normas rígas sobre comunicações, participações em eventos e critérios de suspeição.

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