Justiça

Justiça decreta prisão de três policiais militares que descumpriram regras de prisão domiciliar no Rio

29 de Julho de 2026 às 06:03

Três policiais militares do núcleo de segurança de Rogério Andrade tiveram mandados de prisão preventiva expedidos nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro. A medida ocorreu após o MPRJ identificar irregularidades no monitoramento da tornozeleira eletrônica de um dos agentes

Justiça decreta prisão de três policiais militares que descumpriram regras de prisão domiciliar no Rio
© SEAP-RJ/DIVULGAÇÃO

Novos mandados de prisão preventiva foram expedidos nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro, contra três policiais militares que violaram as condições de sua prisão domiciliar. Os agentes Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes são apontados como integrantes do núcleo de segurança pessoal do contraventor Rogério Andrade.

A decisão ocorre após a constatação de irregularidades no monitoramento de Carlos Fernando. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) identificou que a tornozeleira eletrônica do policial foi descarregada em ao menos nove ocasiões diferentes. Em um desses episódios, o dispositivo permaneceu desligado por mais de três dias, impedindo a fiscalização da medida cautelar. De acordo com o órgão, a conduta dos três policiais compromete a aplicação da lei penal e representa um risco à ordem pública.

A operação de captura contou com o suporte da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público.

Operação Pretorianos e a rede de corrupção

As acusações contra os agentes derivam da Operação Pretorianos, deflagrada em março de 2024. Naquela etapa inicial, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão. O Gaeco denunciou 31 indivíduos por crime de organização criminosa, grupo este que incluía um policial penal e 18 policiais militares da ativa vinculados a Rogério Andrade.

A investigação detalha que Andrade e Flávio da Silva Santos, vulgo “Flávio da Mocidade”, lideram a principal estrutura de exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro. A organização atua tanto na gestão de pontos de apostas quanto em confrontos violentos contra grupos rivais.

O esquema criminoso envolvia a corrupção sistemática de agentes públicos, com o pagamento de propina para diversas unidades das polícias Civil e Militar. Em 26 de novembro de 2025, o Gaeco assegurou a manutenção de Rogério Andrade no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, localizado no Mato Grosso do Sul.

Com informações de Agência Brasil

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