Justiça do Rio de Janeiro revoga prisão preventiva do rapper Oruam
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Oruam, reclassificando a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal leve. A soltura impõe recolhimento domiciliar noturno, proibição de ir ao Complexo do Alemão e comparecimento mensal em juízo. Outros três denunciados mantêm as medidas cautelares anteriores
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a revogação da prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A decisão, proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, promoveu a desclassificação da acusação original de tentativa de homicídio para o crime de lesão corporal leve.
Detalhes do incidente
O processo judicial originou-se de um episódio ocorrido em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste da cidade. Na ocasião, policiais civis cumpriam mandados de busca e apreensão em busca de um adolescente que estaria escondido na residência do artista. Durante a ação, o rapper e outros indivíduos foram denunciados por arremessar pedras contra os agentes.
Medidas cautelares e restrições
A magistrada fundamentou a soltura no fato de que os crimes remanescentes não permitem a manutenção da prisão preventiva. Contudo, a liberdade de Oruam está condicionada ao cumprimento de obrigações judiciais, que incluem:
- Recolhimento domiciliar obrigatório entre as 20h e as 6h;
- Proibição de frequentar o Complexo do Alemão;
- Comparecimento mensal em juízo.
Situação dos demais envolvidos
Outros três denunciados no caso — Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos — permanecem sob as mesmas medidas cautelares impostas anteriormente. A juíza justificou a manutenção das restrições por não haver fatos novos ou descumprimento das determinações que permitissem a alteração de seus status jurídicos.