Justiça

Líder do PCC condenado a 126 anos de prisão é expulso da Bolívia e transferido ao Brasil

27 de Maio de 2026 às 15:05

Gerson Palermo, líder do PCC com condenações de quase 126 anos, foi expulso da Bolívia e transferido para o Brasil nesta quarta-feira (27). O preso foi detido em Cotoca após operação conjunta entre as forças de segurança dos dois países. O transporte ocorreu via aérea por aeronave da Polícia Federal

Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi expulso da Bolívia e transferido para o Brasil nesta quarta-feira (27). O criminoso, que estava foragido há seis anos, foi detido na terça-feira (26) em Cotoca, região de Santa Cruz de La Sierra, após operação conjunta que contou com a troca de informações entre as forças de segurança dos dois países.

A entrega do preso às autoridades brasileiras ocorreu no aeroporto Viru Viru, sob escolta da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn). O transporte foi realizado por uma aeronave da Polícia Federal, com detalhes do deslocamento mantidos em sigilo para garantir a segurança da operação. Inicialmente, o plano previa a transferência terrestre via Corumbá, mas a rota foi alterada para a via aérea devido aos bloqueios e protestos que assolam a Bolívia há quase um mês, gerando crises de abastecimento em cidades como La Paz e El Alto.

Palermo possui condenações que somam quase 126 anos de prisão. Entre os crimes cometidos estão o tráfico internacional de drogas, a associação criminosa e assaltos a bancos. Em agosto de 2000, ele participou do sequestro de um Boeing 737 da Vasp que partira de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba. A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, totalizando R$ 5,5 milhões. Por esse episódio, a pena foi de 66 anos e nove meses.

Outra condenação relevante, de 59 anos, decorre da Operação All In, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017. A investigação revelou um esquema de tráfico de cocaína que partia da Bolívia em aviões rumo a Corumbá (MS) e seguia por caminhões para outros estados. A operação resultou na apreensão de 810 quilos da droga.

O criminoso integrava a lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública e possuía alerta da Interpol. Sua fuga ocorreu em abril de 2020, quando deixou um presídio de segurança máxima em Campo Grande após obter um habeas corpus para prisão domiciliar, assinado pelo então desembargador Divoncir Maran. Poucas horas após a soltura, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.

Agora de volta ao Brasil, o condenado será encaminhado ao sistema penitenciário, com a previsão de que cumpra a pena em uma unidade.

Com informações de G1

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