Justiça

Médico-legista descarta acidente doméstico e afirma que lesões no corpo de Henry Borel foram contundentes

30 de Maio de 2026 às 08:15

O médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que 14 lesões no corpo de Henry Borel foram causadas por ações contundentes, descartando a tese de acidente doméstico. Outro perito detalhou traumatismos cranianos e apontou a hemorragia peritoneal como causa da morte. A ré Monique Medeiros foi dispensada da sessão após passar mal

O médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes afirmou, em depoimento nesta sexta-feira (29), que as 14 lesões identificadas no corpo de Henry Borel foram causadas por ações contundentes antes do óbito. O especialista descartou a possibilidade de a morte ter sido resultado de um acidente doméstico, classificando tal versão como fantasiosa. De acordo com o perito, apenas três das marcas registradas no laudo cadavérico foram compatíveis com as manobras de ressuscitação cardíaca, realizadas quando a criança já estava sem vida.

O depoimento rebateu a tese da defesa de Jairinho, padrasto do menino e acusado do crime. Os advogados sustentavam que a hemorragia decorrente de uma laceração hepática teria sido provocada pelas tentativas de reanimação. Durante a sessão, a defesa também questionou a quantidade de laudos produzidos e mencionou o desaparecimento de um raio-x que indicaria um pneumotórax.

Outro ponto do julgamento envolveu o médico-legista Luiz Airton Saveedra de Paiva. A defesa tentou alterar sua condição de testemunha para informante, alegando proximidade entre o profissional e Leniel Borel, pai da vítima, mas o pedido foi indeferido pela juíza Elizabeth Machado Louro. Em sua fala, Saveedra detalhou a existência de três traumatismos em pontos distintos da cabeça, que causaram o descolamento do couro cabeludo. O perito apontou que a causa da morte foi a hemorragia peritoneal no abdômen, somada a contusões nos pulmões e hemorragia retroaórtica no tórax, confirmando que Henry já não tinha sinais vitais ao dar entrada no Hospital Barra D’or.

No decorrer da sessão, a ré Monique Medeiros, mãe de Henry, passou mal e precisou de assistência da equipe médica do tribunal. Após ser medicada, ela foi dispensada do julgamento pela magistrada, sem que a sessão fosse interrompida.

Com informações de Agência Brasil

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