Justiça

Ministério da Justiça lança centro de inteligência para impedir crimes planejados dentro de presídios

20 de Agosto de 2026 às 15:02

O Ministério da Justiça e Segurança Pública inicia este mês as atividades do Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) para unificar protocolos de segurança e combater crimes coordenados em presídios. O órgão coordenará a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), integrando polícias penais da União, estados e Distrito Federal

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Ministério da Justiça lança centro de inteligência para impedir crimes planejados dentro de presídios
© LUIZ SILVEIRA/AGÊNCIA CNJ

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) entrará em operação ainda neste mês. A nova estrutura tem como objetivo central unificar protocolos de segurança e impedir que crimes sejam planejados e coordenados de dentro de presídios em todo o território brasileiro.

O Cnip será o órgão responsável por coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), integrando as polícias penais da União, dos estados e do Distrito Federal. O centro atuará de forma contínua na consolidação e difusão de dados de inteligência, além de monitorar crises e fornecer suporte técnico para a tomada de decisões da Secretaria Nacional de Políticas Penais e demais entes federativos.

Combate ao crime organizado e telefonia ilegal

A estratégia do governo federal foca na interrupção da comunicação entre membros de organizações criminosas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a integração entre forças federais e estaduais é a única via para barrar a entrada de aparelhos celulares nos presídios.

Para o ministro, a presença de telefones no sistema prisional está ligada a um ciclo criminoso que envolve furto, roubo e receptação. A regularização dessa questão é vista como prioritária para a melhoria da percepção de segurança pública da população.

Resultados de operações e estatísticas

Como parte das ações de enfrentamento, o ministério detalhou os resultados da Operação Última Chamada, ocorrida entre 10 e 19 de agosto. O balanço aponta:

  • 6.052 aparelhos celulares recuperados;
  • 97 prisões em flagrante;
  • 227 comércios fiscalizados;
  • Mais de 33 mil alertas emitidos para detentores de aparelhos irregulares.

No âmbito específico do sistema penitenciário, operações realizadas entre maio e agosto, em parceria com estados e o DF, resultaram na apreensão de 2.254 celulares. A ação envolveu a revista de quase 9,9 mil celas em 295 unidades prisionais.

Quanto aos índices de criminalidade, houve uma redução de 4,5% nos roubos e furtos de celulares, que caíram de 225.644 ocorrências no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, reforçou que romper o ciclo de comércio ilegal de aparelhos no sistema prisional é essencial para diminuir a incidência de golpes e a execução de crimes letais intencionais que impactam a sociedade.

Com informações de Agência Brasil

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