Ministério Público de Paris investiga senadora paraguaia por difamação e racismo contra Kylian Mbappé
O Ministério Público de Paris investiga a senadora paraguaia Celeste Amarilla por difamação pública agravada contra Kylian Mbappé. A ação ocorreu após denúncia da Federação Francesa de Futebol devido a publicações racistas e xenófobas da parlamentar na rede social X
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O Ministério Público de Paris instaurou uma investigação para apurar crimes de difamação pública agravada cometidos pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o jogador Kylian Mbappé. A medida, anunciada nesta terça-feira (7), baseia-se em declarações que envolveram a origem, etnia, nacionalidade, raça ou religião do atleta.
O processo foi iniciado imediatamente após a Federação Francesa de Futebol (FFF) formalizar a denúncia. O presidente da entidade, Philippe Diallo, já havia manifestado a intenção de acionar a justiça após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Os ataques ocorreram na rede social X, poucas horas depois da eliminação da seleção paraguaia. Em suas publicações, Amarilla utilizou termos racistas e xenófobos, questionando a identidade e a aparência de Mbappé. A senadora chamou o jogador de "camaronês colonizado", afirmou que ele fingia ser francês e o descreveu como "ressentido, novo-rico, prepotente e feio", chegando a declarar que a coisa mais instruída que o atleta ouviu foram chimpanzés.
A repercussão na França foi imediata. A ministra dos Esportes classificou as falas como abjetas e racistas, enquanto a comissão técnica da seleção francesa definiu o episódio como vergonhoso e escandaloso. O presidente da Fifa também condenou a conduta da parlamentar. No Paraguai, o governo repudiou as declarações e se distanciou da senadora.
Na segunda-feira (6), Mbappé rebateu as ofensas, classificando Celeste Amarilla como uma mulher desprezível e indigna do cargo que ocupa. O capitão da seleção francesa afirmou que a postura da senadora não representava o Paraguai, país que demonstrou honra e paixão durante o torneio, e pontuou que tal comportamento ofuscou a campanha histórica da equipe paraguaia. O jogador declarou ainda que não aceitaria a propagação de ódio e racismo sem reagir, posicionamento que recebeu apoio de atletas e autoridades francesas.