Justiça

Ministro da Fazenda afirma que filme sobre Jair Bolsonaro pode ter sido financiado por crime organizado

24 de Setembro de 2026 às 13:14 2 min de leitura

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o filme Dark Horse pode ter sido financiado por verbas do crime organizado. A suspeita surge da Operação Carbono Oculto, que liga a máfia dos combustíveis à empresa Entre Investimentos. O proprietário da companhia, Antonio Carlos Freixo Junior, firmou acordo de delação premiada com a PGR

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira (24) que o financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ter sido viabilizado por verbas provenientes do crime organizado.

A suspeita fundamenta-se em dados da terceira fase da Operação Carbono Oculto, que estabeleceu um vínculo entre a máfia dos combustíveis e o esquema de precatórios envolvendo o Banco Master.

Investigações e Operação Policial

A Polícia Federal (PF) já havia detectado a ligação de empresas envolvidas com atividades criminosas em etapas anteriores da operação. No cenário atual, as buscas miram o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, apelidado de “Mineiro”, proprietário da Entre Investimentos, além de Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá.

A Entre Investimentos, integrante do grupo Entrepay, teria atuado como intermediária nos pagamentos destinados ao filme. Segundo Durigan, a companhia recebia montantes tanto do grupo Master quanto de organizações criminosas, misturando os valores para viabilizar a lavagem de dinheiro, a ocultação de patrimônio e a corrupção de autoridades.

Situação Financeira e Jurídica

A Entrepay foi liquidada pelo Banco Central (BC) em março deste ano. A medida foi tomada devido a irregularidades nas normas do setor, prejuízos que expunham credores a riscos anormais e o comprometimento da saúde econômico-financeira da instituição.

No âmbito jurídico, Antonio Carlos Freixo Junior firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para colaborar com as investigações sobre o Caso Master.

Com informações de G1

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