Ministro do STF afasta diretor-geral da Polícia Federal e proíbe relatórios sobre conduta de magistrados
O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A decisão proíbe a produção de relatórios de inteligência da PF sobre a conduta funcional de ministros da Corte
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão também atinge o diretor de Inteligência Policial da instituição, Leandro Almada da Costa.
Além das suspensões, Mendonça proibiu a elaboração ou o compartilhamento de quaisquer relatórios de inteligência da PF que tenham como objetivo analisar a conduta funcional de ministros da Corte.
Conflito institucional no STF
A medida ocorre em meio a um embate direto entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. No dia 1º, Mendonça, na qualidade de relator do Caso Master, revogou o sigilo de inquéritos da Polícia Federal que evidenciavam a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Master, atualmente preso.
Em resposta, Moraes solicitou a abertura de uma investigação contra Mendonça. O pedido baseou-se em um documento da PF — sem valor probatório — que sugeria a existência de assimetrias nas ações do ministro contra figuras políticas no contexto do mesmo processo.
Referência literária
Ao fundamentar a decisão sobre a Polícia Federal, o ministro André Mendonça utilizou a obra 1984, de George Orwell, escrita há 77 anos. O livro descreve a vigilância onipresente do "Grande Irmão" e a manipulação de informações por meio de um "Ministério da Verdade", analogias usadas pelo magistrado para caracterizar a crise instaurada no tribunal.