Ministro do STF levanta sigilo de relatório da PF sobre mensagens de Alexandre de Moraes
O ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatório da Polícia Federal sobre o Caso Master, que detalha mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O documento aponta a edição de um contrato de R$ 130 milhões e diálogos sobre a saída de Vorcaro do país antes de operação policial. Mendonça solicitou explicações à PGR e sugeriu a avaliação das evidências pelo plenário do STF
O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), levantou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento revela a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro em período anterior à prisão do proprietário do Banco Master.
As investigações da PF indicam que Moraes teria editado o contrato de R$ 130 milhões firmado entre o banqueiro e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci. Em resposta, a banca jurídica afirmou que o contrato foi suspenso após a liquidação do banco e que jamais atuou em causas de Vorcaro perante o STF.
Interações e movimentações financeiras
O relatório detalha diálogos em que Vorcaro questiona Moraes sobre a necessidade de deixar o Brasil dois dias antes de uma operação policial, perguntando se deveria estar fora do país na segunda-feira seguinte. Diante desses fatos, Mendonça solicitou explicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre mensagens que sugerem a existência de proteção ao investigado.
No aparelho celular de Vorcaro, a Polícia Federal também localizou menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Paralelamente, foi revelado que Vorcaro transferiu US$ 1,6 milhão para a produção do filme Dark Horse em setembro de 2025. O repasse ocorreu poucos dias após Flávio Bolsonaro cobrar o pagamento de parcelas que estavam em atraso.
Encaminhamentos judiciais
O ministro André Mendonça sugeriu que as novas evidências trazidas pelo relatório da PF sejam submetidas à avaliação do plenário do STF. A movimentação coloca o Caso Master como um ponto central de disputas internas de poder dentro da Corte.