Justiça

Moraes analisa prorrogação de prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma de fogo

29 de Junho de 2026 às 06:08

O ministro Alexandre de Moraes analisa a prorrogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após o fim do prazo de 90 dias. A decisão depende da avaliação sobre a apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada no nome do ex-presidente. A PGR aguarda a conclusão do inquérito da Polícia Civil do DF para definir se houve infração grave

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisa a prorrogação da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo prazo de 90 dias expirou na última quinta-feira (25). A decisão final depende da avaliação do magistrado sobre a apreensão de uma arma de fogo pertencente ao ex-mandatário.

O episódio ocorreu em 15 de junho, durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília, quando uma pistola Glock 9mm, registrada no nome de Bolsonaro, foi encontrada no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A arma foi recolhida por estar sem o certificado de registro. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, que instaurou um inquérito sobre o caso, Bolsonaro confirmou a propriedade do armamento e afirmou que a pistola estava em sua residência durante o cumprimento da medida domiciliar, tendo solicitado ao militar apenas a realização de um conserto no objeto.

A defesa de Bolsonaro, que deve se reunir com o ministro no início desta semana, argumenta que a apreensão não constitui falta grave, pois a arma possui registro regular e já estava com o ex-presidente antes de sua condenação e prisão. Os advogados sustentam que não houve ordem judicial para a apreensão ou devolução do armamento, que permaneceu registrado nos órgãos competentes.

Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo aguardo da conclusão do inquérito da Polícia Civil do DF para determinar se as evidências colhidas caracterizam, de fato, uma infração grave.

Com informações de G1

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