Justiça

PF analisa se emendas parlamentares financiaram filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro

24 de Agosto de 2026 às 18:52

A Polícia Federal analisará provas da Polícia Civil de São Paulo sobre o Instituto Conhecer Brasil para inquérito do STF. A investigação apura o uso de emendas parlamentares e desvios de contrato público no financiamento do filme "Dark Horse". O compartilhamento de dados foi autorizado pelo ministro Flávio Dino

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PF analisa se emendas parlamentares financiaram filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro
Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal passará a analisar provas colhidas pela Polícia Civil de São Paulo durante operações de busca e apreensão no Instituto Conhecer Brasil (ICB). O material, que inclui dados de computadores, celulares, notas fiscais, registros financeiros e documentos contábeis, será integrado ao inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida visa investigar a possibilidade de que emendas parlamentares tenham sido utilizadas para financiar a produção do filme "Dark Horse", obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O compartilhamento das informações, que abrange tanto dados brutos quanto relatórios já elaborados, foi autorizado pelo ministro Flávio Dino em 21 de agosto, sob sigilo.

Nexo com a Operação Wi-Fi

A coleta de evidências ocorreu no âmbito da Operação Wi-Fi, deflagrada em junho, que apura fraudes em um contrato de R$ 108 milhões anuais firmado com a Prefeitura de São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte desses recursos públicos foi desviada para o custeio do longa-metragem.

As buscas foram realizadas em endereços do instituto, de outras empresas e da empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária do ICB e sócia da produtora Go UP. Para a PF, a centralidade do instituto nas apurações justifica o acesso aos dados para acelerar a investigação.

Origem do Inquérito e Gestão de Recursos

A investigação do STF teve início após o ministro Flávio Dino solicitar que a Controladoria-Geral da União (CGU) apurasse a destinação de emendas dos deputados Bia Kicis, Mário Frias e Marcos Pollon. Os recursos foram direcionados ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC).

Ambas as entidades são apontadas como pertencentes a um mesmo núcleo de gestão, coordenado por Karina Ferreira da Gama. Atualmente, a Polícia Federal trabalha no detalhamento de todas as relações empresariais da investigada e na análise de possíveis doações eleitorais vinculadas aos envolvidos.

Com informações de G1

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