Justiça

PF bloqueia 400 milhões de reais em operação contra fraudes no Seguro Defeso no Maranhão

28 de Outubro de 2026 às 12:00 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou a Operação Indefeso no Maranhão para desarticular fraudes no Seguro Defeso. A ação mobilizou 160 policiais, cumpriu 35 mandados de busca e resultou no bloqueio de R$ 400 milhões em bens. Dois agentes públicos foram afastados por suspeita de participação no esquema

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PF bloqueia 400 milhões de reais em operação contra fraudes no Seguro Defeso no Maranhão
© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Indefeso, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado em fraudes no Seguro Defeso. O benefício é destinado a garantir a renda de pescadores artesanais durante a interrupção legal da atividade pesqueira. Estimativas iniciais indicam que a ação do grupo poderia gerar um prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos ao longo de cinco anos.

Detalhes da operação e medidas judiciais

A ofensiva mobilizou cerca de 160 policiais federais e contou com suporte técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão distribuídos por 16 cidades do Maranhão. Como parte das medidas judiciais, dois agentes públicos suspeitos de envolvimento no esquema foram afastados de suas funções.

Para assegurar a reparação dos danos ao erário e evitar a dissipação de patrimônio oriundo de crimes, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores dos investigados. Durante as diligências, as equipes apreenderam celulares, documentos, armas e veículos.

Mecanismo da fraude e implicações criminais

O esquema operava por meio da inserção de dados falsos em sistemas do governo e do uso de documentação fraudulenta, contando com a colaboração de indivíduos do setor privado e servidores públicos.

Os envolvidos podem ser indiciados por diversos crimes, incluindo:

  • Organização criminosa;
  • Estelionato previdenciário;
  • Inserção de dados falsos em sistema informatizado da administração pública;
  • Corrupção ativa e passiva;
  • Lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para analisar o material recolhido, identificar novos suspeitos, mapear a amplitude da rede criminosa e calcular o valor exato do prejuízo causado ao Estado.

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