Justiça

PF deflagra operação contra grupo que vazava dados sigilosos para facção no Rio de Janeiro

07 de Outubro de 2026 às 09:00 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou a operação Magen nesta quarta-feira (7) para desarticular grupo ligado a facção no Rio de Janeiro. A ação cumpre sete mandados de prisão e 18 de busca e apreensão por crimes de lavagem de dinheiro, venda de fuzis e vazamento de dados. A organização, que envolvia policiais, movimentou mais de R$ 100 milhões em quatro anos

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PF deflagra operação contra grupo que vazava dados sigilosos para facção no Rio de Janeiro
© PF/DIVULGAÇÃO

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7), a operação Magen para desarticular um grupo vinculado a uma facção criminosa que opera no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação envolve o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

O grupo é investigado por lavagem de dinheiro, venda ilegal de fuzis e o vazamento de dados sigilosos para a organização criminosa.

Esquema de inteligência e corrupção

A estrutura criminosa contava com a participação de um policial civil, um policial militar e ex-policiais. Esses agentes utilizavam o acesso a sistemas restritos da Administração Pública para fornecer informações privilegiadas aos líderes da facção.

Entre os dados repassados estavam:

  • Registros de veículos e endereços;
  • Mandados de prisão em aberto;
  • Alvos de operações policiais em curso.

Essa troca de informações permitia que os criminosos fossem alertados previamente, evitando a repressão policial. Além disso, o grupo utilizava os dados sigilosos para realizar investigações clandestinas com a finalidade de extorquir outros criminosos.

Logística de armas e movimentação financeira

A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE) em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ), revelou a existência de um núcleo dedicado à obtenção, transporte e revenda clandestina de armamentos.

Para ocultar a origem dos recursos obtidos, a organização utilizava manobras de dissimulação financeira. Em um período de quatro anos, a movimentação bancária entre contas pessoais e empresas de fachada superou a marca de R$ 100 milhões.

Com informações de Agência Brasil

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